sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Uma Fantasia



Foi um amor condenado
já nascido morto
Amor protelado e adiado
chorado, desesperado
Fantasiado, menosprezado
Foi odiado e amado
sonhado, sintonizado
Chegou num verso encantado
montado em dois corações
Assustado, temeroso
do nada, se fez tudo
Amor covarde e fugido
De culpas e desculpas
Tarado e cuspido
E um dia..
Afogou-se no mar, o coitado
não resistiu, transpassou
ao toque grosso
e ao medo
E aquele beijo no pescoço
escorreu costas abaixo
até te encontrar bagunçada
e toda mordida
..a gente fica.

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sábado, 21 de fevereiro de 2015

Prometo ser-me fiel!

Chega um ponto na vida da gente, que só se tem uma saída: ser fiel a si mesma. To beirando, a galope, meu novo aniversário. Minha persistente adolescência já não combina tanto com as frustrações que carrego, nem com as expectativas que crio. Tá na hora de crescer, de ser fiel a mim, de exigir meu respeito próprio e dos outros, de parar de criar falsas expectativas e de, principalmente, me amar.
Essa procura desenfreada pelo amor, tem me proporcionado desilusões que não me cabem mais. A ausência de mim mesma é tão perigosa que me faz enxergar arco-íris onde não existem. Faz-me implorar carinhos que devem ser ofertados espontaneamente, quando verdadeiramente se ama. 
To num processo doloroso para aprender a me amar. Falei tanto aqui sobre encontrar um amor, que me esqueci que a pessoa que tenho que amar, em primeiro lugar, sou eu!
Tenho tido conversas intermináveis com o espelho e, confesso, não tenho gostado das respostas que recebo. São duras, porém verdadeiras. Tenho insights dolorosos, não só de como me enxergo, mas também da forma como os outros me enxergam. Pessoas que não me conhecem, apesar de uma vida inteira convivendo. E olha, nem precisa se esforçar muito.. sou completamente transparente. Só é necessário sentir.
Embora para alguns não pareça, sou uma pessoa inocente de sentimentos, fácil de se apaixonar e de acreditar no amor. Fácil de ser enganada, iludida e que acredita em contos de fada. Presa fácil. Isso, o espelho não me ensina. É como diz Osvaldo Montenegro: “A gente não aprende no espelho. A gente vive e sofre pra aprender.”
Tão doloroso quanto o processo de se amar, é o processo de se assumir como se realmente é. Mostrar o que de pior e de melhor se tem, verdadeiramente. E, é aí que entra a coragem de se enfrentar. Há de se ter muita coragem para se conhecer, enfrentar teus piores defeitos e limitações para que possa assumi-los perante o mundo. É como um novo parto, sem anestesia, sem mãe para te afagar, sem mão para te segurar.
Conhecer a si mesma é fundamental para se amar incondicionalmente, é o primeiro passo para que alguém também venha a te amar de verdade. Ninguém ama uma fotografia no facebook, isso é ilusão e projeção de nós mesmas. Amar é outra coisa, é outro patamar de necessidade e de enfrentamento dos nossos próprios sentimentos. Ninguém ama fugindo, ninguém ama na base do orgulho ou de joguinhos.
Não sou santa nem demônio, disse-me o espelho. Tenho defeitos horrorosos, dos quais não me orgulho. Em compensação, tenho qualidades imprescindíveis àquela pessoa que quer, acima de tudo, ser ela mesma, se aceitar como tal e que os outros..
Ah.. e os outros, vão me amar assim como o meu espelho também tá aprendendo!
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terça-feira, 9 de setembro de 2014

Não Engaveto Amor!

gavetas-amores

O Gavetas é um blog essencialmente dedicado ao amor, aos amores que tive e ao amor que procuro. Dos que tive, dediquei inúmeros textos.. daquele que procuro, deixei embutido nas palavras oferecidas aos amores errados. 

Há quem ache que meus textos são fortes demais, é que sou extremamente intensa. Escrevo o que sinto e o que penso, sem floreios. Desabafo minhas entranhas.

Tudo aqui teve coração, sentimento, emoção, vivência e algumas ilusões. Alguns, eu disfarcei.. outros eu escancarei. Mas sou assim, o que fazer.

Sou intensa e verdadeira naquilo que sinto, até demais pro meu gosto. Algumas pessoas nem acreditam, outras duvidam e outras as usam contra mim.

Não tenho vergonha e nem pudores com relação ao que escrevo, pelo contrário, tenho orgulho  e gratidão pelos amores que senti. Tem gente que nem isso..

Cada palavra aqui escrita veio do coração, que é bobo e vagabundo (é só ler outras postagem, pra perceber). Não sei jogar, não sei amar pela metade, não sei fingir, não sei fazer silêncio, só sei amar e descrever o amor. Amo à moda antiga e quando amo sou romântica e imbecilmente verdadeira. Coisa rara, atualmente.

Todos procuram um amor, nem todos o encontram. E quando encontram, não acreditam. Sou do tipo que além de acreditar, enaltece-o, cria e inventa poesias para honrar e festejar a graça recebida. Coisas de piscianos, enfim..

“Só uma coisa me entristece”.. o não acreditar, o duvidar que existem pessoas assim como eu, e o pior de tudo.. o desperdício do amor!

Amor foi feito pra amar, pra viver, pra sentir e pra escrever sobre ele. Não pra desperdiçar, esse sim é o pior dos pecados.

E eu?

– Eu peco por excesso!

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domingo, 7 de setembro de 2014

Dor de Amor

Licao-de-Vida-voce-faria-tudo-pelo-amor-O-que-e-tudo-para-voce

Essa ausência me machuca

me desassossega, me bagunça.

Devolve meu coração

meu pensamento, minha lua.

Essa dor tomou posse de mim

esse abandono, me crucifica em vida.

Não respiro direito, me afogo em lágrimas.

Te procuro e só te encontro dentro de mim.

Vai explodir e dos pedaços

não saberei o que vou sobrar.

Sinto dor crônica, o tempo todo

sinto falta da falta que tu me faz.

O silêncio me corrói

a sintonia te procura.

É como cortar um cordão umbilical

que liga todas as vidas que não vivemos.

Vidas que abandonamos, vidas roubadas

vidas usurpadas, vidas acovardadas.

Mais uma vez, o final feliz foi adiado

foi estuprado, roubado e massacrado.

Mais uma vez, o medo vence o amor

mais uma vez, adiamos o beijo

o abraço, a explosão do amor.

Fica a dor e a renúncia

fica mais um sonho pra sonhar

a lembrança desfocada

o desperdício do amor

e essa dor que não me larga. 

Que é tão forte, que atravessou a minha alma

me basta saber que és feliz, pra alivio e calma.

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segunda-feira, 7 de abril de 2014

Sobre Laços Eternos!

Lídia e Gio

Sempre soubemos que era eterno, te conheci criança e hoje te vejo uma loba. Me inspira tua garra e vontade de viver, acima de tudo a vontade de ajudar aos outros com tua fé.

Toda mulher aos 40, se transforma. Eu vi essa transformação ao longo de 23 anos de convivência. Não foram poucas as barreiras, momentos difíceis e felizes que passamos. Mas, no fundo, sempre soubemos que nunca estaríamos longe uma da outra. Que Deus tinha um plano para nós, era o que dizíamos.

Hoje, vejo com clareza o que Ele nos preparou. Uma amizade eterna baseada no convívio, no carinho e no amor que sempre tivemos uma pela outra. Nossas vidas não seriam as mesmas sem a essa presença, sem o respeito que sempre tivemos, pelo imenso carinho que temos, pelas brigas e conselhos na busca pela nossa verdade  e pela amizade que cultivamos.

Poucos são abençoados como nós fomos, poucos entrelaçam a vida a fora como tivemos a chance, poucos se reconhecem e se alimentam da amizade e do amor como nós.

Nos reconhecemos desde sempre e para sempre. Não nos vemos longe uma da outra, é preciso um telefonema, uma conversa, uma briga, um abraço apertado e um muito obrigado. Fazemos parte de um laço inquebrável e eterno. Deus quis assim e que seja feita a Vossa vontade.

Te desejo a mais linda e abençoada vida, te desejo todo o amor que poderes sentir e merecer, todo o carinho que poderes carregar no coração e todo o meu respeito e admiração por ser essa mulher que tu te transformou.

São poucas as palavras escritas, perto do que sinto por ti e perto do que que te desejo hoje e sempre. Esta é a minha homenagem pra ti, o meu amor e carinho escrito no Gavetas..

Das minhas melhores gavetas, tu sempre fizeste parte.

 

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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

O Amor que me Perdoe!

 lua aliança

O amor tem que ter ombros

O amor tem que ter coxas

Entrepernas e abraços pra aninhar

Beijos gulosos, lábios que te sugam

Há de se ter paciência para amar

O amor tem que ter riscos e risos

Tem que ter arrepios, lençóis amassados de tanto suar

Frio na barriga, língua escorregadia

Paixão, tesão e colo

O amor não pode descansar na conquista

Tem que ter sedução, tem que ter a mão pra bolinar

Expectativas pra encontrar, pra tocar, pra beijar

A boca que seduz e lambe, não pode insultar

Há de se ter elegância para amar

Gentilezas e delicadezas para encantar

O amor tem que ter presença

Olho no olho

Um boca a boca pra respirar

Tem que ter assunto ao pé da orelha

Da besteira ao drama, os dois na cama

Juntando palavras, salivas e odores

Corpos desalinhados, safados e cansados

Taquicardias e frios na barriga

Fazem a vida correr nas veias

Fazem valer cada respiro

Cada batida do coração

Cada segundo que te espero!

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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Explicação!

irem
Mó tempão que aqui não venho, né?! Pois então, culpa do tal de Facebook. Sim!
Explico.
A viciante rede social, faz com que eu me expresse em doses homeopáticas, diariamente e diuturnamente. Isso, me descarrega as emoções que antes, eu vinha aqui pra desafogar. Obviamente, uso palavras, frases e textos alheios pra me confortar. O que, de certa forma, não é legal pois deixo de usar as minhas.
Tentando mudar isso, resolvi vir aqui explicar a minha falta de inspiração e o abandono total do meu querido blog. Afinal, tenho alguns seguidores – três - que ainda me cobram palavras.
Segundo uma amiga especial, eu só escrevo quando estou sofrendo ou apaixonada. Pensei.. pensei, descobri que nenhuma das alternativas é correta, pois estou aqui né.. Isso, quer dizer que nem to sofrendo, nem to apaixonada! Milagre!!
Explico, de novo.
O ser pisciano adora uma sofridinha e uma nova paixão. O poeta, nem se fala. Agora, soma 2 + 2. Resultado: uma poeta-pisciana! Credo!
Não me pergunte que milagre é esse, nem eu sei explicar ainda. O que sei é que descobri que meu coração tá desocupado. E olha, o danado é carente pra mais de metro. Observei, que algumas pessoas ainda mexem comigo. Tipo: tá on line no face, eu me sinto observada e o pulsante, pulsa. Detalhe: algumas pessoas. Credo!²
Daí pensei, se o bobalhão tá pulsando por mais de uma pessoa.. ou ele é vagabundo ou não sabe o que quer. A primeira alternativa está correta, é vagabundo. Mas depois de tanto misturar as estações, ele se rendeu a segunda alternativa. Definido isso, chegamos a seguinte conclusão, o bobalhão e eu: estamos esperando a pessoa certa!
Confesso que não é fácil admitir isso, posto coisas no face que tem mais de um destinatário. Pecadora!
Mas a coisa não tá tão perdida assim. Me diagnostiquei, to sofrendo de desapego.
Mais uma vez, explico.
Se meu coração tá vagabundeando por tantas estações e não aporta em nenhuma, é porque a carência tá sendo substituída pela razão. Ou seja, estou usando mais o meu cérebro (artefato pouco utilizado pelos piscianos) do que o meu coração. Agora, não venha me perguntar o porquê disso estar acontecendo, eu não sei ainda. Só sei que to gostando, to aprendendo o desapego, to fazendo escolhas e a melhor delas é que, nesse momento, eu resolvi esperar pela pessoa certa.
Cansei de correr atrás de pessoas que, por orgulho ou medo, não se entregam a um relacionamento de verdade. Detesto joguinhos de amor e ciúmes, não sei jogar. Detesto, também, ter que pedir carinho ou atenção, isso tem que ser oferecido de coração, quando se quer uma pessoa. Cansei de tentar diálogos que, na verdade, são a base para uma relação saudável.
Que me perdoem as pessoas que um dia eu me envolvi, juro que amei cada uma delas, de formas diferentes. Mas, agora, quero e mereço a pessoa certa pro meu coração. Quero não ter que pedir carinho nem atenção. Quero conversar sem medo de melindrar, quero paixão e tesão, quero amar e ser amada por aquilo que sou, não pelo o que querem que eu seja. E olha.. sou do bem, sou do amor, sou da paz, sou madura e sou mulher!
E, não me julguem por isso! Apenas entendam..
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sábado, 13 de abril de 2013

Sobre escova de dente

Utensílio utilizado para nossa higiene bucal, escovar e limpar nossos dentes.

Ponto. Quando é a nossa!

E quando não é? Vai dizer que nunca teve outra escova de dente, que não a sua, no armário do banheiro? Duvido!

Eu bem que gosto de ter outra escova no meu armário, a minha não se sente tão sozinha. Fica feliz e sorridente..

Não foram muitas que compartilharam meu armário do banheiro, até porque esse gesto é de muita cumplicidade e confiança.

(não saio dizendo pra toda visita que entra na minha casa, sente-se e acomode sua escova de dente no meu armário...)

Não foram tantas, mas as que foram.. não foi por mero acaso. Foi entrega!

Aprendi, há anos, que devolver a escova de alguém depois de uma briga, é um ato cruel. É o veredicto final de que aquela relação acabou, é a devolução da cumplicidade e da confiança. Nunca mais fiz isso! Deixo a escova ali, até..

Já tive escovas ping pong, aquela que vai e volta, muda de marca e de cerdas, macias ou mais duras. Toda vez que terminava o relacionamento, eu a jogava fora. Passava um mês e eu substituía, a escova.

Já tive escova permanente, aquela que você não quer que seja substituída.

Mas foi.

Daí você passa a não ceder lugar pra qualquer outra escova, se nega, porque sabe da dor da perda de uma escova. Ela faz parte da tua vida, te faz companhia, te acarinha, te faz sentir acompanhada, sorri pra você toda vez que abre a porta do bendito armário.

E você dá o lugar no armário e no coração.

To comparando não.. é retórica. Mas é uma maneira singela de dizer que cedeu teu espaço, teu coração e que te desarmou perante àquele amor.

E agora, aquela escova que você evita encarar, ta ali te sorrindo.

E você não tem a menor idéia do que fazer com ela.

Ta ali abandonada, sem uso, ocupando um espaço enorme no armário..

E sem coragem pra se desfazer, você olha e conversa com ela sobre o seu dia e de como será sua insônia.
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quinta-feira, 11 de abril de 2013

Sensatez


Entra poro adentro e invade o pensamento. 
Dia e noite, hora após hora, eu nego e a insônia me pega. Insensato
 sentimento que abrange bem mais do que eu, toma conta da alma. Vem a tona toda teoria do não posso. Mas louca eu seria se não tivesse amado, 
louca seria se deixasse no vácuo.
 Não desperdiço o amor, tenho que amá-lo
 mesmo que pra isso eu enlouqueça.
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domingo, 3 de fevereiro de 2013

Minha Pessoa

Tenho um jeito faceiro de ser, um tanto fagueiro. Não me escondo atrás de mim, prefiro mostrar meu ser por inteiro. Há os que gostam, mas aos que não gostam não peço licença.  Passo reto e batido.
Já causei estragos e os trago bem perto aqui no peito. Escondo alguns pudores por pura conveniência, outros escancaro como tapa na cara.
De lágrimas não tenho vergonha, elas pulam com muita facilidade dos meus olhos. Pouca paciência eu tenho, mesmo assim a chamo de oriental.
Tem que ser pra ontem, cutuca-me o imediatismo. 
Ah.. mas tenho uma timidez que poucos acreditam, quase nem eu, mas tenho e é de uma profunda sem-vergonhice. Falo de anjos enquanto a pomba-gira me toma e arrasta meu corpo pra cama.
Meus pânicos, eu mesma crio. Já fui dos céus ao inferno em questão de segundos, cheguei sentir o gosto do coração. Falando nele, não passa de um senhor muito vagabundo apesar da idade. Volúvel e inquieto apaixona-se muito facilmente, em compensação sabe sofrer como um condenado a morte. Caracteriza-se por sua leviandade em conluio com a lua, não pode ver uma. Cheia ou minguante, o safado se desmancha em poemas de amor e promessas de eternidade.
Tenho mãos bonitas e safadas, tão inquietas que não conseguem sossegar no corpo.  Exploram muito além do permitido, sem medo de serem autuadas em flagrante delito.
E os pés? Esses são revoltados e sem direção. Pisam forte, caminhos delicados e tropeçam ao mais leve declive encontrado. Levam meu corpo, onde às vezes, nem quero ir. Falando em corpo, este meio infantil, gosta muito de brincar brincadeiras sutilmente safadas, enquanto reza por um delicado abraço.
Os olhos, a janela da alma, predizem coisas que até Deus duvida. Safados e gentis deixam escapar meus mais íntimos desejos, contradiz o que minha boca deixa escapar. Por eles, revelo segredos que nem a mim segredei.
São fofoqueiros, límpidos e fagueiros. A luz que neles habita é a tradução mais fiel da minha alma. Deixo por eles derramar minha dissoluta vergonha, meu mais infame desejo, minha cura maior, meu espelho em eco, meus mais singelos sentimentos, minha honestidade de vida, meus parâmetros, meus limites, o que meu corpo deseja e tudo que minha alma esconde.
Minha pessoa é o que é, e ponto (de exclamação)!

Lídia S. Brum.
Plágio é crime!
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sábado, 26 de janeiro de 2013

Menina



Menina,
eu me apaixonei
De verdade.
Cai no teu olhar
Mergulhei na tua boca
Dormi teu corpo
Renasci
Subi aos céus
E das nuvens, me atirei nos teus braços
E abraços me fazem bem
Beijos me seduzem
O teu me deixa a toa,
feito boba
Ôh.. menina, não brinca não
Tenho um infantil coração
Minha tentação
Perdição do meu caos
É fácil meu querer,
Meu perder-se em ti
É frágil ilusão te sonhar
É pura sedução do olhar
Que não sustentou
E foi sumindo
Fugindo
Fingindo
Indo
E subiu!
Lídia S. Brum.

Plágio é crime!





























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sábado, 19 de janeiro de 2013

Sem Modos!



Não sou mais moça certinha
ando tão sem modos
sem limites.
Perdi a paciência
e a decência.
Acordo tão tarde
fumo a noite
e como o dia.
Rezo por ela
e fico sozinha.
Quarto escuro
durmo de bruços
que é pra não me afogar.
Pelada e amarrada
deitada na cama
com gana.
Nunca fui moça certinha
só pensava.
E deitava..


















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domingo, 6 de janeiro de 2013

Latente



Sou insensata, sou perigosa, teimosa,
incandescente e latente.  
Sou viva, sou menina, antiga e ambígua.
Mas sei que você me incomoda e... idem.



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terça-feira, 31 de julho de 2012

Santas e Demônios (quem não é?)



Tenho rompantes de medo e não acredito assim tão fácil. Sim digo que sou ingênua, mas sou cobra também. Sou amiga e inimiga de mim mesma e de alguns. Digo que sou amável, mas canso de ter vontade de ferir. Não sou tão santa assim. Digo que sou fiel e traio, mas não admito ser traída.

Complacente por demais da conta, até por aí. Vivo me escondendo por debaixo dos panos e de mim, não sou tão boa assim.

Anjos e demônios me perseguem e os visto quase que ao mesmo tempo. Não, não sou flor de se cheirar ingenuamente.

Sou puta ao extremo e santa quando quero. Peço a paz mundial e vivo em guerra com o meu, tão famoso eu. Óh.. que linda criatura, meiga, honesta e querida por todos. Sai dessa, não é tão formosa assim.

Tenho raivas, invejas e ganas. Tenho amores, amantes e amigos. Mas tenho inimigos, que Deus os tenha sob sua proteção.

Sou falsa e verdadeira, sou escondida e me revelo aos poucos, sem querer causar dor, a mim mesma. Sou covarde e corajosa, mas mantenho a linha para aos poucos agradar. Digo sim, porque o não revela quem eu sou. Como revelar minhas vontades e conceitos, pra isso preciso coragem.

Já deixei inúmeras pistas de quem eu sou, cuidado comigo. Não sou confiável nem amável, tanto assim.

Sou podre e pobre, sou rasgada de mim, partida no ser, me escondo atrás de mim. Escondo-me nas palavras, nos seres que inventei, nas Lídias que bordei.

Sou cria do que criei, espécie aprovada pela grande maioria, serpente com asas que se escondeu.

Não vou furtar-me mais do meu eu, vou escancarar, arrebentar, chutar, brigar, violentar os conceitos criados por mim.

Quero paz, mesmo que seja com dor. Quero mostrar o que sou e a que vim. Chega de panos quentes e chazinhos pra acalmar. Quero eu.

Mesmo que este “eu” desagrade muita gente, não posso continuar vivendo assim com este eu inventado e abafado aqui dentro.












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terça-feira, 17 de julho de 2012

Vou Casar!


To nos preparos
E reparos
Em busca da união perfeita
Corpo e alma
Alguma bagagem
Sem muita bobagem

A mudança requer paciência
Contudo, consciência
Barulhos que atormentam
Embrulhos fechados
Vou buscar em mim
A mulher pra amar e casar

É casamento, me achar.
Caso de amor e paixão
Tórrida tesão
Aconchego de conchinha com a alma
Preciso me encontrar
Para comigo ficar

Roupa leve pra não suar
Agasalho quando esfriar
Enamorar-me de mim
Aceitar os defeitos
Acatar os direitos
De ser feliz enfim

Se a solidão me chegar
Quero comigo estar
Se alguém me casar
Preciso inteira ficar
Ou me convenço logo
De quem eu sou
Ou me separo de mim.
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domingo, 15 de julho de 2012

Tudo Isso e Mais Um Pouco


Eu até que concordo, sou difícil, indecisa, carente feito criança e blá.. blá  blá.
Pisciana da gema, de corpo e alma, nativa, crédula, ingênua, e também blá.. blá..blá. Pensa que é fácil?
Né não. Nem eu aceito certas coisas em mim. Já por isso faço terapia de tempos em tempos, assim como agora.
Sou daquelas que adoram ler horóscopo, talvez encontre uma solução pra tanta confusão entre mente e coração. Sim, eu espero que soluções caiam do céu, não é lá que Deus reside?
Ok. Sei que sou irritante, eu que o diga. Pessoinha indecisa, medrosa, que dá um dedo pra não entrar numa briga.
Ah, mas se eu entrar.. Dê-me razões para não sair!
Procuro a certeza nas pessoas, aquela que tu vê nos olhos, no coração, na alma, na atitude, na prática do dia a dia. E quando não vejo, eu sou indecisa.
Mas não me subestimem, minhas indecisões têm fundamento. É de nascença.
Sou fantasiosa, desconfiada, pareço presa fácil, sonhadora, antagônica, confusa, até pra mim mesma.
Não vou me desculpar por isso, já me culpo o suficiente. Poucas pessoas aceitaram, só as que ficaram. Até eu já fugi de mim. Lembra? O pânico!
O interessante é que mesmo assim, vou tentando me encontrar. Nunca desisti e vou continuar tentando. Não me entrego assim tão fácil.
A vida é assim, a tentativa insólita do reencontro consigo mesma.
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sábado, 7 de julho de 2012

Baita Susto!


De tirar o fôlego, fiquei extremamente assustada com a possibilidade de ter perdido, para sempre, três anos de escritas sinceras, reveladoras – pra quem as percebeu – e sem a possibilidade de reaver aquelas gavetas que aqui escancarei.
Simplesmente o provedor que hospeda meu site, UOL Host, não registrou o pagamento da anuidade. Erro humano. No inicio, pensei ser problemas de conexão, de satélite, das estrelas, das explosões solares ou até mesmo do destino.
Quando cai em mim, de que o Gavetas havia sumido desaparecido da face da net, entrei em pânico e me assustei. Senti um vazio extremo, um vácuo inexplicável e um desespero que doeu no umbigo.
Senti-me mais pobre e solitária nesse mundo de Deus, como se tivessem roubado parte da minha história, esvaziado minhas gavetas, jogado no espaço meus sentimentos mais recônditos. Fui literalmente roubada.
Meu útero se contraiu como se um filho tivesse morrido, meu coração palpitou descompassado com a dor da perda, minhas roupas não fizeram mais sentido, eu estava nua vagando no nada sem saber pra onde minha dor tinha sido levada.
Sei que tenho sido relapsa quanto ao blog, passo semanas sem postar e muito menos visito quem me comenta. Mas tenho escrito direto em minha mente, só não posto aqui e amo cada comentário que recebo e adoro as visitas que nada comentam, pelo menos estou sendo lida. Apesar de que os visitantes anônimos esperam também pelos meus delírios e em vão nada lêem.
Prometo ser mais dedicada, vou postar aquilo que tanto escrevo dentro de mim.
A perda temporária do Gavetas, fez de mim uma mãe desesperada de um filho desaparecido. Como faria pra reaver aquelas emoções todas que postei? Os amores, as paixões, as dores, as sutis revelações, as alegrias e as indignações.
Claro que os sentimentos e as lembranças trago comigo, assim como tenho todos os textos guardados, mas o momento postado, esse estava perdido.
Isso tudo mexeu demais comigo, me deixou no vácuo, arrancou um grande amor do meu peito e esse momento meus queridos, coração nenhum aguenta.
Ti amo tanto amado blog, não fuja mais de mim!!
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domingo, 24 de junho de 2012

Fragmentos!


To tão cansada de pedaços
Pedaços de mim
Pedaços alheios
Enfeites
Floreios

Quero mais de mim
Impeço-me
Retraio-me
A vida passa
E, nada faço

Vou fugir de mim
Juntar fragmentos
Lamentos tão-somente
Vou gritar:
Eu não me agüento..

Quero mais de mim
Quero a mim de volta
Onde me deixei
Me perdi
Cadê a saída?

To em partes
Quebra-cabeças
Sou tantas peças.
Sem encaixe
Soltas..

Labirinto sem fim
Em que parada eu fiquei
Até GPS já usei
Finquei pé em lugar nenhum
Ah.. mas eu me acho!
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sábado, 16 de junho de 2012

O Que é Isso???


Você me quer até quanto?
Até quando?
Infinito enquanto seja?
Ou eterno enquanto dure?

Seja qual for o motivo,
Eu acredito.
Sou tão ingênua, tão boba
Tão amor pelos poros.

Suo amor e sedução
Mistério e paixão
Entrego-me sem restrições
Vou do céu ao inferno
Sem pudores

Morro de medo
Mas brinco, me atrai
Traio
Amo
Que medo de viver!

Confio, desconfio, necessito
Quero, não quero, enlouqueço
Ti amo, ti odeio, não mexa.
Não mereço, me deixa..
Fica!
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sábado, 19 de maio de 2012

Desapego


Difícil e doloroso. Especialmente pra mim, que apesar dos anos ainda não pratico isso muito bem. O desapego é uma pratica saudável e necessária, porque ninguém consegue carregar tanta bagagem ao longo de sua existência.
Nossas experiências são nossas vidas. Aprendemos, sofremos, somos felizes, construímos, amamos, desamamos, compramos, criamos filhos, amores e amigos, e assim vida afora. Colecionamos objetos e sentimentos em nossas gavetinhas empoeiradas pelo tempo. Não que todas as pessoas sejam assim como eu, existem aqueles mais práticos e objetivos que não se prendem muito a isso, conseguem livrar-se dos conteúdos indesejáveis conforme vão vivendo. Sinto uma certa inveja dessas pessoas que praticam o desapego como quem troca de roupa. 
Tão mais fácil viver assim.
Como carregar tudo isso num só coração? Impossível. Seria dolorido e pesado demais.
Pra que a vida seja mais leve, precisamos e devemos praticar o desapego. Não basta limpar gavetas e guarda-roupas, doar o que não mais usamos.
Confesso que tenho um problema seríssimo com o desapego, não consigo “me livrar” daquilo que amei e curti. A pessoa tem que ter muito discernimento e bom senso pra poder garimpar o que vale a pena conservar em suas gavetas ou no seu coração. Tarefa nada fácil pra mim, como já disse. Se coubesse, guardaria tudo que me foi importante, cada momento, cada amor, cada pessoa..
Desapego eficaz é aquele em que você joga fora o objeto do apego e não se lamenta depois por ter se livrado dele. O que, confesso, não é o meu caso.
Porém, parece que o dia do livramento tá chegando. Bendita terapia que tem me ajudado a colocar na balança o que deve ou não ficar guardado e em que gaveta.
São escolhas necessárias ao meu coração, organizar e priorizar quem e o que fica guardado. Livrar-me daquilo que incomoda e paralisa, organizar ou descartar aquilo que não me faz mais feliz.
Cheguei num ponto em que guardava tudo, sem seleção nem prioridade. Sem me valorizar, amava aos outros mais do que a mim. Deu né?! Então resolvi praticar o tal desapego, fazer a seleção, separar e reciclar.
Tenho pra mim, que não é tarefa fácil e indolor, pelo contrário, requer muito desprendimento e força de vontade. Pra isso, comecei a me perguntar.. isso ou aquilo me faz bem? To melhor com ou sem?
Há pessoas que já estão me estranhando, objetos que também estão se atirando das gavetas, fotografias ficando ruídas pelas traças, roupas que insisto em guardar como que esperando rejuvenescer e sapatos que me causam calos. Pra que guardar o que já não me serve mais? Apego? Medo? Perder?
Já perdi o que não era meu. Já desapeguei, só não me conformei. O medo é natural só tenho o medo do medo, o que não é normal.
Vou desapegar de mim, pra recomeçar do zero. Estou enfrentando o medo, porque cansei dele. Vou limpar gavetas e armários pra consumar o desapego. Vou me enfrentar no espelho e me dizer poucas e boas. Não vou mais aceitar entulhos e migalhas, vou me limpar de lembranças que causam dor e reivindicar o amor por mim mesma.
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