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sábado, 13 de abril de 2013

Sobre escova de dente

Utensílio utilizado para nossa higiene bucal, escovar e limpar nossos dentes.

Ponto. Quando é a nossa!

E quando não é? Vai dizer que nunca teve outra escova de dente, que não a sua, no armário do banheiro? Duvido!

Eu bem que gosto de ter outra escova no meu armário, a minha não se sente tão sozinha. Fica feliz e sorridente..

Não foram muitas que compartilharam meu armário do banheiro, até porque esse gesto é de muita cumplicidade e confiança.

(não saio dizendo pra toda visita que entra na minha casa, sente-se e acomode sua escova de dente no meu armário...)

Não foram tantas, mas as que foram.. não foi por mero acaso. Foi entrega!

Aprendi, há anos, que devolver a escova de alguém depois de uma briga, é um ato cruel. É o veredicto final de que aquela relação acabou, é a devolução da cumplicidade e da confiança. Nunca mais fiz isso! Deixo a escova ali, até..

Já tive escovas ping pong, aquela que vai e volta, muda de marca e de cerdas, macias ou mais duras. Toda vez que terminava o relacionamento, eu a jogava fora. Passava um mês e eu substituía, a escova.

Já tive escova permanente, aquela que você não quer que seja substituída.

Mas foi.

Daí você passa a não ceder lugar pra qualquer outra escova, se nega, porque sabe da dor da perda de uma escova. Ela faz parte da tua vida, te faz companhia, te acarinha, te faz sentir acompanhada, sorri pra você toda vez que abre a porta do bendito armário.

E você dá o lugar no armário e no coração.

To comparando não.. é retórica. Mas é uma maneira singela de dizer que cedeu teu espaço, teu coração e que te desarmou perante àquele amor.

E agora, aquela escova que você evita encarar, ta ali te sorrindo.

E você não tem a menor idéia do que fazer com ela.

Ta ali abandonada, sem uso, ocupando um espaço enorme no armário..

E sem coragem pra se desfazer, você olha e conversa com ela sobre o seu dia e de como será sua insônia.
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sábado, 18 de fevereiro de 2012

Quem disse?!


Oh.. moça bonita
Que dos olhos me fez encantar
Da boca me fez delirar
E das palavras me apaixonar

Sorri como criança
Aventurei como adolescente
Arrisquei um coração adormecido
Que de bobo, enlouqueceu

Furtivamente ti olho
Em busca do que não esqueci
Ainda rezo por ti
Como guardiã do que vivi

Menina...menina
Dos olhos que amei
Do beijo que roubei
To condenada a viver
Um amor que ... quem foi que disse?..
Que eu quero esquecer?!
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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Vide Bula


Leu a bula?
Não?
Não leia..
É contra-indicado
Causa dependência
A minha..




To sem ar!!
Oxigênio, por favor.. 
Exponha-me
Agite antes de usar
Mas use, sem prescrição

Overdose de paixão
Sou medicação proibida
Tarja preta, venda só sob receita
Quimicamente incorreta

Efeitos colaterais terríveis
Dores no peito, suores e palpitações
Meus defeitos..
Mantenha em lugares abertos
Sufoco de tanto beijar
De tanto amar..
Se os sintomas persistirem, consulte seu médico!
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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Santo Remédio


Até que gosto de um amor bandido, mas o que realmente me deixa feliz é o amor de verdade. Aquele que não precisa ser bandido pra ti cativar e ti fazer amar. Aquele que, sem hora marcada, ti faz delirar e se apaixonar a cada minuto.
Já tive amores de todo tipo: bandido, o verdadeiro, o relâmpago, o sexual, o de uma noite, pela internet, o complicado e o da alma gêmea. Este das almas, foi um só. Um amor tão grande, que acabou virando amizade. Dizem que o amor quando envelhece se torna o mais puro deles, a amizade.
Meu coração é leviano, como já disse em alguma postagem aqui, ele é assim porque se apaixona facilmente e ao extremo. Tenho que aceitá-lo assim, ele ta encravado no meu peito e faz a minha cabeça.
Sou toda coração, dos pés a cabeça então. Já amei tantas e de tantas fui. Não que tenham roubado meu pulsante, mas o fizeram tremer. E, as que o roubaram, ficaram com parte de mim.  Cuide bem dele você, se o roubou de mim, ele bombeia meu ser.  
É dele que amo, escrevo, respiro, sinto, sofro, sorrio e choro. Não necessariamente nesta ordem. E, é a desordem sentimental que me faz amar e me jogar de cabeça pelo que sinto, lutar, me arriscar, rabiscar versos e assumir riscos. Meu coração é vagabundo e traíra, apesar do combinado ele me dá uma rasteira e se apaixona de novo. Mas tudo bem, mostra que estou bem viva. E muito.
Meus apegos, meus amores e minhas paixões, guardo como tesouros preciosos dentro do peito. Não esperem de mim, fraquejar perante meus sentimentos e meus sentidos, jamais farei isso. Assumo o que sinto e desejo, não fujo da raia.
Nem tenho mais idade pra isso, e o tempo? 
Ah.. este não perdoa, ele te cobra a fatura, vai querer saber o que tu fez com ele quando pode, não vai ti perdoar o desperdício, não vai aceitar tuas desculpas e vai ser cruel quando na partida você se arrepender daquilo que não fez.
Portanto, quero ser feliz agora, porque meu tempo é neste exato momento em que escrevo, em que me despojo de mim mesma, em que quero o amor e a felicidade que mereço. O amanhã, não me pertence..
E o amor?  Ah...este sempre ficará guardado no mais lindo carinho e respeito por todas as pessoas  por quem um dia eu me apaixonei!  
E, também, continuará a ser usado sem moderação, sem contraindicação  e em doses escandalosamente homeopáticas por todos os dias de minha vida!!
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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Vou Fingir Que Não Te Vi!


Vou fingir que não te vi
Muito menos que te ouvi
Não quero escorregar teu corpo
Percorrer tua boca
Como louca

Ti raptar, nem pensar
Ti amar.. insano seria
Posso no silêncio imaginar
O que perdi em te ganhar
Quero somente ti sonhar

O tempo sabe tudo
Quando encontro
Quando não
Teu olhar não me pertence
Minha mão não te agarrou

Encontros são marcados
Desencontros também são
Minha mão tocou na tua
Minha boca te fugiu
Só passamos de raspão

Pior que te reconhecer
É não te encontrar
Na janela do meu quarto
Quando a insônia me trai
E distrai minha dor

Vou ligar pra você
Ti desligar em mim
Ser você meu refugo
Minha saída
Sonho que não devo sonhar

É quando a brisa me carrega
Pro olho do furacão
E me faz passar reto na esquina
Onde marquei um encontro
E não fui
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