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quinta-feira, 11 de abril de 2013

Sensatez


Entra poro adentro e invade o pensamento. 
Dia e noite, hora após hora, eu nego e a insônia me pega. Insensato
 sentimento que abrange bem mais do que eu, toma conta da alma. Vem a tona toda teoria do não posso. Mas louca eu seria se não tivesse amado, 
louca seria se deixasse no vácuo.
 Não desperdiço o amor, tenho que amá-lo
 mesmo que pra isso eu enlouqueça.
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domingo, 3 de fevereiro de 2013

Minha Pessoa

Tenho um jeito faceiro de ser, um tanto fagueiro. Não me escondo atrás de mim, prefiro mostrar meu ser por inteiro. Há os que gostam, mas aos que não gostam não peço licença.  Passo reto e batido.
Já causei estragos e os trago bem perto aqui no peito. Escondo alguns pudores por pura conveniência, outros escancaro como tapa na cara.
De lágrimas não tenho vergonha, elas pulam com muita facilidade dos meus olhos. Pouca paciência eu tenho, mesmo assim a chamo de oriental.
Tem que ser pra ontem, cutuca-me o imediatismo. 
Ah.. mas tenho uma timidez que poucos acreditam, quase nem eu, mas tenho e é de uma profunda sem-vergonhice. Falo de anjos enquanto a pomba-gira me toma e arrasta meu corpo pra cama.
Meus pânicos, eu mesma crio. Já fui dos céus ao inferno em questão de segundos, cheguei sentir o gosto do coração. Falando nele, não passa de um senhor muito vagabundo apesar da idade. Volúvel e inquieto apaixona-se muito facilmente, em compensação sabe sofrer como um condenado a morte. Caracteriza-se por sua leviandade em conluio com a lua, não pode ver uma. Cheia ou minguante, o safado se desmancha em poemas de amor e promessas de eternidade.
Tenho mãos bonitas e safadas, tão inquietas que não conseguem sossegar no corpo.  Exploram muito além do permitido, sem medo de serem autuadas em flagrante delito.
E os pés? Esses são revoltados e sem direção. Pisam forte, caminhos delicados e tropeçam ao mais leve declive encontrado. Levam meu corpo, onde às vezes, nem quero ir. Falando em corpo, este meio infantil, gosta muito de brincar brincadeiras sutilmente safadas, enquanto reza por um delicado abraço.
Os olhos, a janela da alma, predizem coisas que até Deus duvida. Safados e gentis deixam escapar meus mais íntimos desejos, contradiz o que minha boca deixa escapar. Por eles, revelo segredos que nem a mim segredei.
São fofoqueiros, límpidos e fagueiros. A luz que neles habita é a tradução mais fiel da minha alma. Deixo por eles derramar minha dissoluta vergonha, meu mais infame desejo, minha cura maior, meu espelho em eco, meus mais singelos sentimentos, minha honestidade de vida, meus parâmetros, meus limites, o que meu corpo deseja e tudo que minha alma esconde.
Minha pessoa é o que é, e ponto (de exclamação)!

Lídia S. Brum.
Plágio é crime!
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terça-feira, 31 de julho de 2012

Santas e Demônios (quem não é?)



Tenho rompantes de medo e não acredito assim tão fácil. Sim digo que sou ingênua, mas sou cobra também. Sou amiga e inimiga de mim mesma e de alguns. Digo que sou amável, mas canso de ter vontade de ferir. Não sou tão santa assim. Digo que sou fiel e traio, mas não admito ser traída.

Complacente por demais da conta, até por aí. Vivo me escondendo por debaixo dos panos e de mim, não sou tão boa assim.

Anjos e demônios me perseguem e os visto quase que ao mesmo tempo. Não, não sou flor de se cheirar ingenuamente.

Sou puta ao extremo e santa quando quero. Peço a paz mundial e vivo em guerra com o meu, tão famoso eu. Óh.. que linda criatura, meiga, honesta e querida por todos. Sai dessa, não é tão formosa assim.

Tenho raivas, invejas e ganas. Tenho amores, amantes e amigos. Mas tenho inimigos, que Deus os tenha sob sua proteção.

Sou falsa e verdadeira, sou escondida e me revelo aos poucos, sem querer causar dor, a mim mesma. Sou covarde e corajosa, mas mantenho a linha para aos poucos agradar. Digo sim, porque o não revela quem eu sou. Como revelar minhas vontades e conceitos, pra isso preciso coragem.

Já deixei inúmeras pistas de quem eu sou, cuidado comigo. Não sou confiável nem amável, tanto assim.

Sou podre e pobre, sou rasgada de mim, partida no ser, me escondo atrás de mim. Escondo-me nas palavras, nos seres que inventei, nas Lídias que bordei.

Sou cria do que criei, espécie aprovada pela grande maioria, serpente com asas que se escondeu.

Não vou furtar-me mais do meu eu, vou escancarar, arrebentar, chutar, brigar, violentar os conceitos criados por mim.

Quero paz, mesmo que seja com dor. Quero mostrar o que sou e a que vim. Chega de panos quentes e chazinhos pra acalmar. Quero eu.

Mesmo que este “eu” desagrade muita gente, não posso continuar vivendo assim com este eu inventado e abafado aqui dentro.












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domingo, 15 de julho de 2012

Tudo Isso e Mais Um Pouco


Eu até que concordo, sou difícil, indecisa, carente feito criança e blá.. blá  blá.
Pisciana da gema, de corpo e alma, nativa, crédula, ingênua, e também blá.. blá..blá. Pensa que é fácil?
Né não. Nem eu aceito certas coisas em mim. Já por isso faço terapia de tempos em tempos, assim como agora.
Sou daquelas que adoram ler horóscopo, talvez encontre uma solução pra tanta confusão entre mente e coração. Sim, eu espero que soluções caiam do céu, não é lá que Deus reside?
Ok. Sei que sou irritante, eu que o diga. Pessoinha indecisa, medrosa, que dá um dedo pra não entrar numa briga.
Ah, mas se eu entrar.. Dê-me razões para não sair!
Procuro a certeza nas pessoas, aquela que tu vê nos olhos, no coração, na alma, na atitude, na prática do dia a dia. E quando não vejo, eu sou indecisa.
Mas não me subestimem, minhas indecisões têm fundamento. É de nascença.
Sou fantasiosa, desconfiada, pareço presa fácil, sonhadora, antagônica, confusa, até pra mim mesma.
Não vou me desculpar por isso, já me culpo o suficiente. Poucas pessoas aceitaram, só as que ficaram. Até eu já fugi de mim. Lembra? O pânico!
O interessante é que mesmo assim, vou tentando me encontrar. Nunca desisti e vou continuar tentando. Não me entrego assim tão fácil.
A vida é assim, a tentativa insólita do reencontro consigo mesma.
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sexta-feira, 16 de março de 2012

Autoanálise


Nado com força pra chegar
O amor é meu remo
O coração, meu guia
A cabeça se arrasta
Sensata eu seria se me ouvisse

Tenho fases de euforia, quando amo
Fases deprimidas, quando perco
Sou lua, sou mar, sou confusa com meu ser
Sou puro coração, mas também sei ser vulcão
Criança, mulher, menina em roldão

Exagerada na entrega, repito a cena
Tenho garras que se rendem ao carinho
Minha boca se cala no beijo e grita na palavra
Minhas mãos me guiam na poesia
Como que possuída pela própria vida

Sou puta, sou santa, sou amiga, sou amante
Sou várias, que conflitam
Ainda vejo no espelho a criança e me assusta a madura
Completamente adolescente, ainda peca e se arrepende
Meus pés flutuam, renegam a realidade e fogem assustados

Minhas fases são de lua e na rua se perdem
A entrega é uma constante, uma variante que me aflige
Tenho várias dentro de mim, briga sem fim
Dessas todas, sou eu que me venço e adormeço
Sou veneno e fragrância, sou mulher, sou criança safada.. menina levada
Sou tudo ou nada, exagerada na essência
Sou Lídia por dentro e quem sabe por fora!
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