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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Magnetizada


Magnetizada me perco em teu corpo e o exploro com as mãos. Saboreio tua pele com a língua, tentando desvendar teus segredos mais ocultos. Cheiro tua pele, pra que possa te reconhecer através dos tempos e em qualquer multidão.
Ti conto minha vida em segundos, através dos olhos que te procuram na cama enquanto minha boca sacia o desejo de há muito ser tua. Ti entrego suores e gemidos em busca dos teus. Na orelha, sussurro os mais absurdos delírios que te fazem amolecer o corpo grudado no meu.
Entrego minhas mãos a ti para que me mostre o caminho que te desvenda. Seguro as tuas, que tremulas me buscam o prazer. Quero conhecer cada pedaço do teu corpo, cada poro, cada cheiro, beijar tua boca insaciavelmente selando prazeres incontidos.
Nossos corpos se grudam num vácuo eterno enquanto te ouço juras de amor. Ti quero no aqui, no agora, na cama e na mesa.  Quero  visitar cada reduto, percorrer tua face com beijos e carícias que jamais entreguei a ninguém, só a ti entregarei.
Vou ti buscar em mim escorregando minha língua através do teu corpo em busca do prazer do amor. Estremecer, tremer, gemer enquanto minha boca busca na tua o vicio de ser tua. E tu, cheirando meus segredos, buscando insanas sensações de prazer me manterás presa no corpo e nossas almas gritarão em silêncio o êxtase de nos pertencer.
Quero ti reconhecer, ti reencontrar, ti usurpar pra mim. Do beijo mais doce ao delírio mais selvagem, travaremos uma batalha em que o território será nossos corpos já amolecidos e cansados de tanto se amar. Sem trégua, entregarei meu corpo para que nele deleites toda ânsia de gozar me fazendo tua mulher, tua amante mais fiel e o teu refúgio mais recôndito.
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domingo, 13 de novembro de 2011

Café da Tarde


Arrumei a casa bem bonita
Pus enfeites com fitas
Amarela, azul, vermelha e verde
Formei um arco íris pra ti esperar
Gotejei água no sol
Pra ele criar

Pus à mesa um bom café com açúcar
Pra adoçar teu perfume
Pães e rosquinhas pra saciar
Manteiga e chimia pra contrastar
E um pão quentinho a ti esperar

Toalha de renda bordada à mão
Xícaras de porcelana que eram de minha mãe
Com um pequeno fio dourado na borda
Formando delicados desenhos
Preparados pelo coração

Espalhei as flores pela casa
Margaridas e flores do campo
Alegrias que sentia, olhos que brilhavam
Coração palpitava orações e segredos
E enquanto a tarde caia

As flores murchavam
E você não vinha
Separei os doces
Juntei os pães
Retirei a toalha
Guardei as xicaras
O café esfriou
O leite coalhou
Coração disparou
Caiu a noite
Caiu..
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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Às Bruxas

Ah... as bruxas,
toda mulher é uma.
Enfeitiça
Atiça
Espreguiça na tua cara
amores e desejos
até os pavores.

Dona de sorrisos
algema tua alma
te faz delirar
amar
sonhar,
o querer
o desejar.

Ah.. bruxas
desvendas
meus medos
meus temores
e amores.

São de lua
da rua
são nuas.

Me dê poções
me dê porções
nas devidas proporções
pra que eu possa
ti amar.
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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Vida e Verso

Delimitada vida
Exclusiva de nós
Solidões apalpáveis
Vidas semeadas
Através dos nós

Escolhas atingíveis
Respostas nem tanto
Caminhos severos
Sorrisos tímidos
Olhares fugidos

Buscas cruzadas
Destinos safados
Encontros marcados
Beijos molhados
Gozos não ditos

Gritos em sufoco
Palavras escritas
Versos sem rimas
Nortes perdidos
Letras caídas

Juntando tudo..
Criam-se poemas
Lavrados aqui
Cuspidos no rosto
Cravados na alma

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domingo, 15 de maio de 2011

Atingida

Que raio é este que me ofusca
Bulindo minhas entranhas
Sacanas e férteis
Fujo do fel da boca
Enquanto sorrio estranhas

Rio que apaga memórias
Desce encostas
Serpenteia orelhas divinas
Lábios malditos sugam
Estrelas que engoli

Vacino minhas mãos de ti
Me jogo morro acima
Caio molhada na lama
Parindo mordaças alheias
Arrebentando o céu na areia

Rastejo lágrimas tortas
Bocejo flores na cara
No chão, busco anjos
No céu, o inferno
E das nuvens, caio
Ousando sorrisos.
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