Mostrando postagens com marcador Mãnheeeee. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mãnheeeee. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Mãe

Sinto muita falta deste aconchego, que tive um dia..  
Hoje, me sinto perdida de pai e mãe, literalmente. Ainda me pego querendo telefonar pra ela e dizer o quanto a amo, o quanto estou feliz ou não. Dá um tremendo vazio e a constatação de que não a tenho mais perto de mim.
Esta energia que adquirimos desde a concepção, é tão forte que nunca acaba. É como já disse aqui, nesta mesma data, e creio que vou continuar dizendo anos afora.
A falta da mãe ou do filho (pior ainda) continua até o último dia de nossas vidas. O vácuo criado com a perda, jamais será preenchido. Continuaremos sedentos de saudades, continuaremos cortados ao meio. A ligação entre mãe e filho é inexplicável, é transcendental, é energia pura, ligada pelo cordão umbilical e por este amor que não existe maior.
Todo ano, neste dia, venho aqui chorar minha saudade. Vou continuar fazendo isso ao longo de meus dias. Sinto a falta no meu cotidiano, sinto a falta da palavra, por menor que fosse, por saber que era um contato intra-uterino, ligado pra todo sempre através do cordão que me deu a vida. 
A sensação é indescritível. A mãe, nem tenho como descrever a falta que me faz. 
Muita luz no teu caminho. 
Vou te amar por toda a eternidade.
PS: tua música...


Leia Mais ►

domingo, 8 de maio de 2011

Todo Dia é Dia Dela

Minha mãe, minhas irmãs gêmeas Ana e Tânia (nem eu sei quem é quem nesta foto) e eu, aquela pequeninha do meio. Ah.. ainda tem meu irmão mais velho, o Mano, (Carlos) que confesso, não sei onde estava na ocasião.

Achei esta memorável foto num quadro guardado, que desmontei para poder escanear. Linda lembrança né...

Ahan..  mais lindas ainda são as que estão no meu coração que ainda chora de saudade dela. Vez ou outra ainda pego o telefone na ânsia de falar-lhe sobre algo de bom ou ruim que me aconteceu. E, me dou conta com tristeza que já não posso partilhar meu cotidiano. Sinto sua presença no coração me dizendo que ainda me protege. Não que eu ligasse todo dia, mas sabia que estava lá sempre de braços e coração abertos pra mim.

Aí.. dá uma p... saudade do colo. Aquele de mãe, que afaga e nos diz que tá tudo bem. Sabe né??

Quando a temos não pensamos que podemos perder, quando perdemos não acreditamos que isso possa acontecer.

É um vazio sem chão, sem coordenada, sem norte, coisa sem volta. Coisa que só a lembrança nos afaga e conforta. Coisa que só quem perdeu conhece.

Ah... e as lembranças me afogam de carinho, me ninam e acariciam vida afora. O cheiro, o abraço e o beijo ficam pra sempre marcados na alma. Que coisa boa eu sinto quando a lembrança me pega de jeito, mesmo que as lágrimas me corram, sinto ela me abraçando e surrando que ainda me ama.

Abraço todas as mães do mundo com a mesma intensidade do amor que ela me deu e ensinou.

Leia Mais ►

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

PERDAS E DANOS II (mais um desabafo)

Uma das músicas que ela amava...

vai aí o link: http://www.youtube.com/watch?v=F0-Kv1k41Kw
Tenho uma dificuldade de inserir vídeos...aff
Saudade de mãe é um sentimento que não tem fim. Não preenche jamais. É um vazio constante na alma, uma ligação sem precedentes. A gente precisa é aprender a conviver com a falta, com a ausência dela. Confesso ser muito difícil tal proeza.
Até hoje, me pego tentando ligar pra alguém quando quero partilhar minhas alegrias ou tristezas, vitórias e derrotas. Sei muito bem pra quem. Daí sim dá um vácuo na gente, porque sei que não vou preenchê-lo. 
Não vou conseguir transpor o sentimento de saudade que chega doer na alma.
Concordo, mães são chatas. Nos enchem de conselhos, casaquinhos e guarda-chuvas. Agora, tenta ficar sem ela. Quem vai te encher o saco com isso? Quem vai dizer que você ta bebendo demais, fumando, dormindo tarde, que você precisa casar e ter filhos, ser honesta e digna, cuidar mais da saúde, ser gentil e educada e blá, blá, blá....quem??
Não é que esta data me faça lembrar mais dela, lembro sempre, não tem como não lembrar. Mas hoje, faz com que eu me sinta mais vazia. Mais sem norte, sem chão, sem mãe. A data confirma mais ainda a dura realidade.
São três anos de uma partida rápida, sem aviso prévio, sem preparação psicológica. Mesmo sabendo que isto não existe, nunca estamos preparados.
Mãe é alma da alma da gente. Deus leva sem perguntar se queremos, se aceitamos a falta, se estamos preparados... simplesmente leva quando acha que já cumpriu sua missão. Achamos que não.
É como arrancar tua pele e deixar tua alma desnuda dela. Como se agora, nossa alma tivesse que andar sozinha e sem proteção. Não é não. Ela tá lá, ti olhando sim.
Sentimos a falta do abraço, do cheiro, da voz, dos conselhos, das cobranças, das rugas, do sorriso e das broncas, do telefonema, dos almoços de domingo que só as mães sabem preparar, da perseverança de manter a família unida, da mãe da gente.. de poder pronunciar esta linda palavra, “mãe”.
É o colo que vai fazer falta por toda nossa vida.
Obrigada Deus, pela mãe que nos deu. 

Aqui também:

Leia Mais ►

sábado, 8 de maio de 2010

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

PERDAS E DANOS (um desabafo)

Caracas, só dizendo assim. Sabe quando se perde o chão, o norte, a referência? Pois então, eu não sabia o que era isso. Ela estava ali o tempo todo. Podia não ver, não ouvir mas tinha certeza daquela presença na minha vida. O tempo todo se preocupando comigo, não dormindo.
Que saco, pensava, tais cobranças: veste o casaco...vai esfriar; leva o guarda-chuva...vai chover; te alimenta....tá magrinha (e eu gorda); não bebe....tu diriges; dorme cedo...tu trabalhas. Resumindo: te cuida minha filha!!
Muito mais forte do que jamais imaginei ouvir este... ”minha filha”. Sinto falta.
Aconchego e proteção. Faz a gente saber de onde veio.
Cara, a gente se perde. Não imaginava que o vazio era tão vazio. Há aqueles que não sentem tanto, mas há aqueles que como eu perdem o rumo mesmo.
Meiga como uma rosa e austera como uma matriarca. Silenciosa, mas falava bem no olhar. Tinha suas razões na própria razão da vida.
Dá uma tristeza as vezes que nem sei explicar, uma saudade que dói na alma.
Das lembranças tiro o afago, da imagem uma onda de prazer por ser tua filha.
E que filha, daquelas que hoje sente culpa por não ter sido mais do que deveria ter sido. Mas, também daquelas que lembra como se fosse uma canção de ninar. Ah...teu abraço, teu beijo tímido.
To tão triste hoje. Choro pela tremenda falta que tu me faz, a falta de referência, dos teus olhos enxergando tua cria.
Quero teu colo, teu abraço, teu beijo, tua preocupação comigo e aquele telefonema pedindo minha presença.
Aquela que não te deu o suficiente. Tarde pra isso...
Ah mãe... se eu soubesse. Teria te dado mais o meu amor, mais presença, mais ouvidos, mais abraços e mais filha. Perdi minha ligação umbilical, meu norte, referência de mulher forte, de amor incondicional, enfim... ti perdi. 

Uma ursa panda, espécie em extinção, minha mãe. Falo mais outro dia, hoje só choraria. Considerem isto como um desabafo. A poesia era ela.
Leia Mais ►