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sábado, 16 de junho de 2012

O Que é Isso???


Você me quer até quanto?
Até quando?
Infinito enquanto seja?
Ou eterno enquanto dure?

Seja qual for o motivo,
Eu acredito.
Sou tão ingênua, tão boba
Tão amor pelos poros.

Suo amor e sedução
Mistério e paixão
Entrego-me sem restrições
Vou do céu ao inferno
Sem pudores

Morro de medo
Mas brinco, me atrai
Traio
Amo
Que medo de viver!

Confio, desconfio, necessito
Quero, não quero, enlouqueço
Ti amo, ti odeio, não mexa.
Não mereço, me deixa..
Fica!
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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Troca de Almas


Este beijo sempre foi meu
Reconheci na entrega
O gosto já era sabido
O tremor se expandiu pelo corpo
Como se minha alma trocasse com a tua

Foi como um raio
Entre olhares encontrados
Beijos roubados e alucinados
Meigos e suaves como nuvens
Em contradições aparentes

Foi como um rio
Despencando a cachoeira
Tumultuando a razão
Espremendo o coração
Num simples tocar de mãos

A viagem no olhar
Explica tudo
Do esperado ao inesperado
Um olhar encabulado
O medo da verdade confessa

O que já se sabia
O que a vida traria
Do que não adianta fugir
Do que não resolve esconder
Sobre a verdade de nos amar
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domingo, 1 de agosto de 2010

A VIDA É UM RISCO

E eu rabisco memórias que fiz
Através de noites escuras
E dias amanhecidos em mim
Refazendo amores que perdi
Das vidas que já conheci
 
É um risco o ser vivo
Mas não o ser nos deixa tão mortos
O risco maior do amor é amar
Mas não amar nos deixa vazios
Risco riscado com dor ou amor
 
Rabisco minha vida
Risco torto ou retilíneo
Não importa, vale o risco
Ele não é infinito
É formado de pontos
 
Como se fossem instantes de vida
Que somados formam um risco
Uma linha de vida
Importante arriscar o risco
Que se acaba num ponto
 
A extensão da linha nem vai importar tanto
Sua densidade é a nossa passagem
Que compramos sem conhecer o ponto final
Mas que cada estação seja um ponto feliz
Pra que a linha não se forme em vão.
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domingo, 6 de junho de 2010

SOLIDÃO, VAI PASSAR

Perdoa minhas lágrimas que empapam o travesseiro
É só minha solidão me chamando
Cruel e nefasta que me afasta de mim
Solidão, teu nome é só
Me faz chorar e rezar, de cara na cama

Me faz fugir de mim, tentando outras
Estou só aqui e choro, imploro amor
Um amor que ainda não conheço
Nem reconheço, porque não sei
Não sei quem vem, quem vai

Só sei que choro, tanto
No travesseiro
Meu único parceiro e confidente
Sorridente me afaga e adormeço
Acarinho eu mesma

É solidão se acarinhar
Triste e deprimente
E minha mente.. mente
Diz que vai passar, passando a vida
E afago o cobertor me aquecendo em mim

Encontro das lágrimas que me correm
Justifico meu pranto num canto
No calar da noite me grito
Imploro um amor sem dor
E no abandono me possuo.
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quarta-feira, 24 de março de 2010

CASULOS ROMPIDOS

Casulos que me abrigam
Enquanto aguardo a mutação
Que das veias vão surgindo
Como traços finos da paixão
Ferventes óleos me lambuzam
Prevendo a transformação

Rompendo a casca surge tão bela donzela
De corpo reluzente e refinado
Cheirando borboletas azuis tom sobre tom
Com mãos macias que acariciam o ar
E lhe pousam beija-flores no rosto

Sinfonias ao longe anunciam sua vinda
Mortais reverenciam sua realeza
Que do chão temem erguer sua face
Com medo de perderem-se naquela magia
Que do manto se ergue à majestade

Mulher seu nome de criação
Anatomia divina que procria
Que de si sai seu eu maior
Suas entranhas criam paixão
Enquanto aguarda a mutação

Divina mulher transmutada em mim
Que do ventre tira a força de ser
Transgride a si mesma pra voar
Mistura as cores da chuva e do sol
E se transforma num arco-íris sem fim

Mulher ilegal que ama semelhante
E do semblante se eterniza no caos
Que no seu corpo semeia a si mesma
E os olhos transbordam em borboletas
E do casulo explode em orgasmos e emerge
Em completa selvageria terna e sensual
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