domingo, 28 de março de 2010

VOTAÇÃO

Amigos, estou concorrendo a categoria de melhor poema lá no "YOU'RE SIMPLY THE BEST".
Cliquem na imagem e confiram.
Adoraria, é claro, ter o seu voto!!
É vapt...vupt..
Ah...vai até o dia 10/04 às 18h.
Bju n'alma.

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quarta-feira, 24 de março de 2010

CASULOS ROMPIDOS

Casulos que me abrigam
Enquanto aguardo a mutação
Que das veias vão surgindo
Como traços finos da paixão
Ferventes óleos me lambuzam
Prevendo a transformação

Rompendo a casca surge tão bela donzela
De corpo reluzente e refinado
Cheirando borboletas azuis tom sobre tom
Com mãos macias que acariciam o ar
E lhe pousam beija-flores no rosto

Sinfonias ao longe anunciam sua vinda
Mortais reverenciam sua realeza
Que do chão temem erguer sua face
Com medo de perderem-se naquela magia
Que do manto se ergue à majestade

Mulher seu nome de criação
Anatomia divina que procria
Que de si sai seu eu maior
Suas entranhas criam paixão
Enquanto aguarda a mutação

Divina mulher transmutada em mim
Que do ventre tira a força de ser
Transgride a si mesma pra voar
Mistura as cores da chuva e do sol
E se transforma num arco-íris sem fim

Mulher ilegal que ama semelhante
E do semblante se eterniza no caos
Que no seu corpo semeia a si mesma
E os olhos transbordam em borboletas
E do casulo explode em orgasmos e emerge
Em completa selvageria terna e sensual
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sexta-feira, 19 de março de 2010

PARABÉNS A TODOS

Ganhei da grande amiga Ana do Pelos Caminhos da Vida. Obrigada e parabéns a todos os blogueiros. Amamos a blogosfera, postamos nosso coração aqui.
Levem o selo para divulgar nosso dia!!



Grande amiga Lídia Ferreira, do Cor de Rosa Choque, ofereceu mais este selinho.
Agora vou repassar para mais 10 blogueiras queridas (mas é como se fosse para todas ..ok??).

É sempre difícil escolher, todos são maravilhosos blogs.

Bju n'alma.

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quinta-feira, 18 de março de 2010

AMO A VÍRGULA


'Um homem rico estava muito mal, agonizando. Pediu papel e caneta. Escreveu assim:
'Deixo meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres.

'Morreu antes de fazer a pontuação.
A quem deixava a fortuna? Eram quatro concorrentes.

1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito:
Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

3) O padeiro pediu cópia do original. Puxou a brasa pra sardinha dele:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

4) Aí, chegaram os descamisados da cidade.. Um deles, sabido, fez esta interpretação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos pobres.

Moral da história:

"A vida pode ser interpretada e vivida de diversas maneiras. Nós é que fazemos sua pontuação.
E isso faz toda a diferença..."





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domingo, 14 de março de 2010

TÃO PISCIANA

Sim, pisciana com ascendente em gêmeos, total dualidade. Um pra cada lado, desencontro. Tô pertinho do meu aniversário (terça, 16), notoriamente meu inferno astral. É sempre assim, ano após ano fico desorientada, desconsertada, desconectada e uma verdadeira avestruz.
Enfio a cara no buraco pra me esconder da realidade.
Parece que tô em trabalho de parto, mas ao inverso.
Odeio cigarras, mas fumo demais. Elas prenunciam um calor insuportável, daí elas gritam como loucas na minha rua parada e me vejo no asfalto de cara atolada e de bunda pra cima.
Meus olhos são lindos quando choram, ficam verdes molhados. Tão anarquista, olho as gavetas entupidas de passado e não faço nada pra jogá-lo fora. Fico parada como a minha rua, deserta no calor prenunciado pelo canto da cigarra. Aí, que tédio!
Sou turbilhão travestida de adulta, me perdoem. Não sei se não cresci ou cresci demais.

Sou mais louca que pareço e mais certa que mereço.
Cai nas gavetas e me perdi na bagunça, nadando entre roupas velhas e bijuterias fora de moda, calcinhas amassadas e sutiens apertados. Esbarrei em fotos amareladas de entes que já se foram. Aquilo tudo em cima de mim como um passado escondido e empoeirado. Encontrei documentos com fotos 3X4 que já nem quem sei quem sou.
Dali, escorreguei para o guarda-roupas que nem serve mais de tanto cupim. Aqueles vestidos juram que eram meus, as blusinhas decotadas continuam se insinuando para os meus seios e o taier ensaia uma pose de executiva bem sucedida. Encontrei, também, uma calça jeans desbotada que uma traça usou numa rave. E entre uma troca de chuva e sol aqui na rua, fui relembrando minhas gavetas entupidas de passado que terei que enfrentar para que eu não tente nascer pra dentro.
Preciso respirar o novo sem o pó que me asfixia a garganta e pra isso vou comer pétalas de rosas vermelhas.

Dei nós que nem eu mesma sei por onde.
Misturei lembranças boas com as ruins, sem possibilidade de separação. Guardei um pôr do sol dentro do guarda-chuva e fotografei minha alma.
Achei um dragão dentro do criado-mudo fazendo xixi e no quarto canto do meu quarto encontrei uma estrela cadente que chorava por ter perdido o rumo e cheirava como as rosas vermelhas que eu comia.
Pra festejar, mandei fazer um bolo de chocolate cremoso crivado de cerejas encantadas pra aliviar minha depressão pós-parto. Levei um tapa na bunda e ali onde eu chorei qualquer um chorava, pena de mim não precisava.. dar a volta por cima que eu dei, quero ver quem dava.
Em sendo assim, levantei e sacudi a poeira das gavetas e agora minha nêga... vamu dá a volta por cima que atrás vem gente.

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sexta-feira, 12 de março de 2010

TRANSA GRAMATICAL

Outro daqueles e-mails irresistíveis, vale a pena ler...
Redação feita por uma aluna do curso de Letras, da UFPE Universidade Federal de Pernambuco - (Recife), que venceu um concurso interno promovido pelo professor titular da cadeira de Gramática Portuguesa:

Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos.O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice.. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos.
Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo.
Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto. Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa.
Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.
Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar. Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto. Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula; ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo.
É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta.
Estavam na posição de primeira e segunda pessoa do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.
Nisso a porta abriu repentinamente.
Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.
Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história. Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto.Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino. O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.

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quarta-feira, 10 de março de 2010

1.000 VISITAS!!!!


Olhem o lindo selinho que ganhei de presente da chara Lidia Ferreira
1.000 VISITASSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS

OBRIGADA A TODOS VOCÊS!!!

QUE EU TENHA SEMPRE CONTEÚDO NAS GAVETAS PRA OFERECER.

BJUS NA ALMA DE CADA UM QUE ME LÊ.





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