sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Vou Fingir Que Não Te Vi!


Vou fingir que não te vi
Muito menos que te ouvi
Não quero escorregar teu corpo
Percorrer tua boca
Como louca

Ti raptar, nem pensar
Ti amar.. insano seria
Posso no silêncio imaginar
O que perdi em te ganhar
Quero somente ti sonhar

O tempo sabe tudo
Quando encontro
Quando não
Teu olhar não me pertence
Minha mão não te agarrou

Encontros são marcados
Desencontros também são
Minha mão tocou na tua
Minha boca te fugiu
Só passamos de raspão

Pior que te reconhecer
É não te encontrar
Na janela do meu quarto
Quando a insônia me trai
E distrai minha dor

Vou ligar pra você
Ti desligar em mim
Ser você meu refugo
Minha saída
Sonho que não devo sonhar

É quando a brisa me carrega
Pro olho do furacão
E me faz passar reto na esquina
Onde marquei um encontro
E não fui
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sábado, 15 de outubro de 2011

Tempo de te Encontrar


 Hoje to a fim de te encontrar
Falando sério, amor
Deixe as coisas por fazer
E vem me confortar

O tempo não espera..

Já desci escadas
Visitei alçapões
Virei esquinas
Tombei no chão

Pois, o tempo se esvai..

Já chutei latas
Engoli ressacas
Cai em buracos
Chorei lágrimas secas

E, o tempo escorrega..

Tenho pressa sim
Tenho fome
Sede de amar
Olhos pra te encontrar

Porque o tempo não para

A água corre o rio
A lua enche e esvazia
O sol me esquenta
Cruza meu caminho

E, o tempo vai passando

Meus dias não voltam
O meu passado se esconde
O presente eu espero
No futuro te encontrar

E no tempo...

Meus olhos te espreitam
Minha boca quer teu beijo
Meu corpo te espera
Minha alma já é tua

É tempo de te encontrar!

PS: Esta poesia é dedicada ao amor verdadeiro, que ainda estou a procurar!
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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Exorcizando os Bútias (fazendo licor)


Confesso, ainda tenho saudade de ti.
Confesso também, sou burra pra cacete
Acreditei de novo em ti
Pela décima vez (?) outra vez
Vai passar, desta vez

Já chorei, esperneie e conformei
Não da tua perda, mas da minha burrice
Mania de acreditar e se ferrar
Bem feito o feito
Lembram os butiás?

Juntei, catei, juntei e me fucei
Haja bolso, toma chá de boldo
Engole melhor, não dá azia
Teu silêncio fez barulho
Que não vai fazer voltar

Teus olhos mentiram, acreditei
Tua boca roubou meu sorriso
Safei de ti e em ti não creio mais
Me estatelei de novo e que bobo
O que o destino me fez

Que criança tu foi
Esperta e covarde
Não tenho idade
Tenho coragem
E tu? Tens o que mesmo?? ...

PS1: Os bútias já renderam outros posts, veja lá..





http://www.gavetasdalidia.com/2011/01/eu-te-dei-uma-gaveta.html

PS2: Assunto encerrado!!
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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Gavetas de Cara Nova


Que pessoa educada a Silvia, do blog “Meu Lado Contido”. Contida foi ela que não pousou aqui no Aeroporto Salgado Filho pra vir me arrancar as unhas.
Explico. Tão vendo o visual novo né (óbvio Lídia). 
Pois então.. foi ela que fez este trabalho que eu amei.
Agora, pra chegar até aqui vocês não tem noção do que a guria passou. Comigo, é claro. Avisei que eu era chata, ela não acreditou.. no inicio. Porque depois... aff, ela deve ter rezado pra todos os santos pra agradar a minha pessoa.
Foram “alguns” lay outs que ela teve que fazer e refazer e nada. Troca aqui, troca ali. Tira isso, coloca aquilo.
Ta bom assim, só troca a fonte. Isso, agora aumenta a outra fonte.
Dá pra fazer gavetinhas? Não? E ela aprendeu a fazer gavetinhas por causa de mim, acreditem! Ficaram lindinhas né..
Amostra-Lídia 1, amostra-Lídia 2, amostra-Lídia 54... Deus misericordioso ela deve ter pensado, a cada amostra que me enviava. Não consigo agradar a criatura...
Agora deu Silvia, eu disse. (regozijou-se a menina)
Só troca o fundo e coloca um gavetão na imagem, dá né? (horrorizou-se a pobre)
Sumiu por uma semana. Desconfiei que fosse comigo a coisa, não sei por quê...
Infelizmente não era comigo, preferia que fosse. Silvia perdeu o pai, que já há muito sofria. Quando retornou, conversamos sobre o infortúnio e ela se mostrou, mais uma vez, uma pessoa iluminada.
Agradecendo a Deus pelo pai que teve.
Mais um tempo se passou e voltamos à ativa. Agora mais calma, com aquela paciência oriental que lhe é peculiar, mandou mais algumas amostra.
E, reiniciamos a cruzada.
No fundo eu queria finalizar logo o serviço, pois me sentia incomodando minha amiga com tantos detalhes que propunha a nova cara do Gavetas.
Finalmente, matamos a charada. Escolhemos a imagem de Salvador Dali e tudo veio à tona. Me apaixonei!
Claro que, a tadinha ainda teve que sofrer alguns percalços nos benditos detalhes que a chata da Lídia solicitava. Mas enfim, tudo acabou bem e o blog ficou com este maravilhoso visual que a minha amiga Silvia elaborou (e suou) abaixo de muita paciência.
Amiga, obrigada pela casa nova que abriga minhas palavras.
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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Mãe

Sinto muita falta deste aconchego, que tive um dia..  
Hoje, me sinto perdida de pai e mãe, literalmente. Ainda me pego querendo telefonar pra ela e dizer o quanto a amo, o quanto estou feliz ou não. Dá um tremendo vazio e a constatação de que não a tenho mais perto de mim.
Esta energia que adquirimos desde a concepção, é tão forte que nunca acaba. É como já disse aqui, nesta mesma data, e creio que vou continuar dizendo anos afora.
A falta da mãe ou do filho (pior ainda) continua até o último dia de nossas vidas. O vácuo criado com a perda, jamais será preenchido. Continuaremos sedentos de saudades, continuaremos cortados ao meio. A ligação entre mãe e filho é inexplicável, é transcendental, é energia pura, ligada pelo cordão umbilical e por este amor que não existe maior.
Todo ano, neste dia, venho aqui chorar minha saudade. Vou continuar fazendo isso ao longo de meus dias. Sinto a falta no meu cotidiano, sinto a falta da palavra, por menor que fosse, por saber que era um contato intra-uterino, ligado pra todo sempre através do cordão que me deu a vida. 
A sensação é indescritível. A mãe, nem tenho como descrever a falta que me faz. 
Muita luz no teu caminho. 
Vou te amar por toda a eternidade.
PS: tua música...


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sábado, 27 de agosto de 2011

Jeito Estranho


Tenho um jeito esquisito de ser. Talvez em função do meu signo ou do meu DNA, sei lá. Só sei que nem eu me aguento às vezes, que dirão vocês.
Há momentos em que quero estar com todos e outros eu sumo. Recolho-me a meditar e ficar bem quietinha, tipo “do not disturb”.
Tenho amigos antigos - gosto de conservar - que conhecem este meu jeitinho. Outros, no entanto, nem sempre entendem, acham que tenho algo contra. Não é verdade. E, ainda, tem aqueles que cobram minha presença, seja pessoal ou virtual, sem entender “lhufas” do porque do meu sumiço. E nem adianta perguntar, não vou saber responder!
Sou promiscua comigo mesma, haja vista o signo de peixes com ascendente em gêmeos (quatro seres em um). Muita controvérsia num mesmo coração.
Prova disso, é o próprio Gavetas. O número de comentários caiu igualzinho a bolsa de valores nesses últimos dias de crise mundial. Se o mundo pode, porque que eu não posso também ter altos e baixos.
Fato! A pessoa aqui não responde, não dá sinal de vida, muito menos sinais de fumaça. As pessoas cansam Lídia, e com razão.
Mas há os que entendem este meu jeitinho torto de ser. Alguns, porque também o são e outros, porque sabem que sou assim porque o sou. Simplesmente assim.
Sou estranha sim, confesso. E mais...  sou antagônica, carente, confusa, romântica, fujona, maluco beleza, meio mimada (meio??), eremita, ansiosa, meio ET, desconfiada, demais de sensível, chorona, afetiva, ciumenta, apreensiva, fiel, gosta de cerveja, fumar, sexo, de muuuuito carinho, se magoa fácil, justa, não gosta de dever e nem de pedir favores (muito menos grana, odeio), acredita facilmente nos outros (geralmente se ferra), gosta de elogios, viaja com música, sonhadora ao extremo, gosta de escrever, mas sempre acha que os outros escrevem muito melhor... descrente de si mesma. Não permite aventurar-se, mas, quando resolve, sai de baixo, não fique na frente pra não ser atropelado, proteja-se!! Reze, pra não ser atingido.
Chamo de “saturnaço”, minhas reviravoltas. Ai.. sobra tão pouco do que me incomoda ou de quem. Viro fera, sem calcular quem tá embaixo. Fico num medo só, naquilo que me torno.
Acalmem-se, só é atingido quem me barra no crescimento, na verdade, na confiança, na vida. Isto não é uma ameaça, é só quando cai a última gota.
Eu pareço normal, mas não sou não. Sou o que sou por dentro, não da boca pra fora. Apenas outro desabafo..

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domingo, 14 de agosto de 2011

Pai

Pai!
Pode ser que daqui a algum tempo
Haja tempo prá gente ser mais
Muito mais que dois grandes amigos
Pai e filho talvez...

Pai!
Pode ser que daí você sinta
Qualquer coisa entre
Esses vinte ou trinta
Longos anos em busca de paz...

Pai!
Pode crer, eu tô bem
Eu vou indo
Tô tentando, vivendo e pedindo
Com loucura prá você renascer...

Pai!
Eu não faço questão de ser tudo
Só não quero e não vou ficar mudo
Prá falar de amor
Prá você...

Pai!
Senta aqui que o jantar tá na mesa
Fala um pouco tua voz tá tão presa
Nos ensine esse jogo da vida
Onde a vida só paga prá ver...

Pai!
Me perdoa essa insegurança
É que eu não sou mais
Aquela criança
Que um dia morrendo de medo
Nos teus braços você fez segredo
Nos teus passos você foi mais eu...

Pai!
Eu cresci e não houve outro jeito
Quero só recostar no teu peito
Prá pedir prá você ir lá em casa
E brincar de vovô com meu filho
No tapete da sala de estar
Ah! Ah! Ah!...

Pai!
Você foi meu herói meu bandido
Hoje é mais
Muito mais que um amigo
Nem você nem ninguém tá sozinho
Você faz parte desse caminho
Que hoje eu sigo em paz
Pai! Paz!...

Fábio Jr.

PS1: Vinte anos de saudade.. 
PS2: Parabéns ao meu pai substituto (meu irmão).

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