terça-feira, 17 de julho de 2012

Vou Casar!


To nos preparos
E reparos
Em busca da união perfeita
Corpo e alma
Alguma bagagem
Sem muita bobagem

A mudança requer paciência
Contudo, consciência
Barulhos que atormentam
Embrulhos fechados
Vou buscar em mim
A mulher pra amar e casar

É casamento, me achar.
Caso de amor e paixão
Tórrida tesão
Aconchego de conchinha com a alma
Preciso me encontrar
Para comigo ficar

Roupa leve pra não suar
Agasalho quando esfriar
Enamorar-me de mim
Aceitar os defeitos
Acatar os direitos
De ser feliz enfim

Se a solidão me chegar
Quero comigo estar
Se alguém me casar
Preciso inteira ficar
Ou me convenço logo
De quem eu sou
Ou me separo de mim.
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domingo, 15 de julho de 2012

Tudo Isso e Mais Um Pouco


Eu até que concordo, sou difícil, indecisa, carente feito criança e blá.. blá  blá.
Pisciana da gema, de corpo e alma, nativa, crédula, ingênua, e também blá.. blá..blá. Pensa que é fácil?
Né não. Nem eu aceito certas coisas em mim. Já por isso faço terapia de tempos em tempos, assim como agora.
Sou daquelas que adoram ler horóscopo, talvez encontre uma solução pra tanta confusão entre mente e coração. Sim, eu espero que soluções caiam do céu, não é lá que Deus reside?
Ok. Sei que sou irritante, eu que o diga. Pessoinha indecisa, medrosa, que dá um dedo pra não entrar numa briga.
Ah, mas se eu entrar.. Dê-me razões para não sair!
Procuro a certeza nas pessoas, aquela que tu vê nos olhos, no coração, na alma, na atitude, na prática do dia a dia. E quando não vejo, eu sou indecisa.
Mas não me subestimem, minhas indecisões têm fundamento. É de nascença.
Sou fantasiosa, desconfiada, pareço presa fácil, sonhadora, antagônica, confusa, até pra mim mesma.
Não vou me desculpar por isso, já me culpo o suficiente. Poucas pessoas aceitaram, só as que ficaram. Até eu já fugi de mim. Lembra? O pânico!
O interessante é que mesmo assim, vou tentando me encontrar. Nunca desisti e vou continuar tentando. Não me entrego assim tão fácil.
A vida é assim, a tentativa insólita do reencontro consigo mesma.
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sábado, 7 de julho de 2012

Baita Susto!


De tirar o fôlego, fiquei extremamente assustada com a possibilidade de ter perdido, para sempre, três anos de escritas sinceras, reveladoras – pra quem as percebeu – e sem a possibilidade de reaver aquelas gavetas que aqui escancarei.
Simplesmente o provedor que hospeda meu site, UOL Host, não registrou o pagamento da anuidade. Erro humano. No inicio, pensei ser problemas de conexão, de satélite, das estrelas, das explosões solares ou até mesmo do destino.
Quando cai em mim, de que o Gavetas havia sumido desaparecido da face da net, entrei em pânico e me assustei. Senti um vazio extremo, um vácuo inexplicável e um desespero que doeu no umbigo.
Senti-me mais pobre e solitária nesse mundo de Deus, como se tivessem roubado parte da minha história, esvaziado minhas gavetas, jogado no espaço meus sentimentos mais recônditos. Fui literalmente roubada.
Meu útero se contraiu como se um filho tivesse morrido, meu coração palpitou descompassado com a dor da perda, minhas roupas não fizeram mais sentido, eu estava nua vagando no nada sem saber pra onde minha dor tinha sido levada.
Sei que tenho sido relapsa quanto ao blog, passo semanas sem postar e muito menos visito quem me comenta. Mas tenho escrito direto em minha mente, só não posto aqui e amo cada comentário que recebo e adoro as visitas que nada comentam, pelo menos estou sendo lida. Apesar de que os visitantes anônimos esperam também pelos meus delírios e em vão nada lêem.
Prometo ser mais dedicada, vou postar aquilo que tanto escrevo dentro de mim.
A perda temporária do Gavetas, fez de mim uma mãe desesperada de um filho desaparecido. Como faria pra reaver aquelas emoções todas que postei? Os amores, as paixões, as dores, as sutis revelações, as alegrias e as indignações.
Claro que os sentimentos e as lembranças trago comigo, assim como tenho todos os textos guardados, mas o momento postado, esse estava perdido.
Isso tudo mexeu demais comigo, me deixou no vácuo, arrancou um grande amor do meu peito e esse momento meus queridos, coração nenhum aguenta.
Ti amo tanto amado blog, não fuja mais de mim!!
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domingo, 24 de junho de 2012

Fragmentos!


To tão cansada de pedaços
Pedaços de mim
Pedaços alheios
Enfeites
Floreios

Quero mais de mim
Impeço-me
Retraio-me
A vida passa
E, nada faço

Vou fugir de mim
Juntar fragmentos
Lamentos tão-somente
Vou gritar:
Eu não me agüento..

Quero mais de mim
Quero a mim de volta
Onde me deixei
Me perdi
Cadê a saída?

To em partes
Quebra-cabeças
Sou tantas peças.
Sem encaixe
Soltas..

Labirinto sem fim
Em que parada eu fiquei
Até GPS já usei
Finquei pé em lugar nenhum
Ah.. mas eu me acho!
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sábado, 16 de junho de 2012

O Que é Isso???


Você me quer até quanto?
Até quando?
Infinito enquanto seja?
Ou eterno enquanto dure?

Seja qual for o motivo,
Eu acredito.
Sou tão ingênua, tão boba
Tão amor pelos poros.

Suo amor e sedução
Mistério e paixão
Entrego-me sem restrições
Vou do céu ao inferno
Sem pudores

Morro de medo
Mas brinco, me atrai
Traio
Amo
Que medo de viver!

Confio, desconfio, necessito
Quero, não quero, enlouqueço
Ti amo, ti odeio, não mexa.
Não mereço, me deixa..
Fica!
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sábado, 19 de maio de 2012

Desapego


Difícil e doloroso. Especialmente pra mim, que apesar dos anos ainda não pratico isso muito bem. O desapego é uma pratica saudável e necessária, porque ninguém consegue carregar tanta bagagem ao longo de sua existência.
Nossas experiências são nossas vidas. Aprendemos, sofremos, somos felizes, construímos, amamos, desamamos, compramos, criamos filhos, amores e amigos, e assim vida afora. Colecionamos objetos e sentimentos em nossas gavetinhas empoeiradas pelo tempo. Não que todas as pessoas sejam assim como eu, existem aqueles mais práticos e objetivos que não se prendem muito a isso, conseguem livrar-se dos conteúdos indesejáveis conforme vão vivendo. Sinto uma certa inveja dessas pessoas que praticam o desapego como quem troca de roupa. 
Tão mais fácil viver assim.
Como carregar tudo isso num só coração? Impossível. Seria dolorido e pesado demais.
Pra que a vida seja mais leve, precisamos e devemos praticar o desapego. Não basta limpar gavetas e guarda-roupas, doar o que não mais usamos.
Confesso que tenho um problema seríssimo com o desapego, não consigo “me livrar” daquilo que amei e curti. A pessoa tem que ter muito discernimento e bom senso pra poder garimpar o que vale a pena conservar em suas gavetas ou no seu coração. Tarefa nada fácil pra mim, como já disse. Se coubesse, guardaria tudo que me foi importante, cada momento, cada amor, cada pessoa..
Desapego eficaz é aquele em que você joga fora o objeto do apego e não se lamenta depois por ter se livrado dele. O que, confesso, não é o meu caso.
Porém, parece que o dia do livramento tá chegando. Bendita terapia que tem me ajudado a colocar na balança o que deve ou não ficar guardado e em que gaveta.
São escolhas necessárias ao meu coração, organizar e priorizar quem e o que fica guardado. Livrar-me daquilo que incomoda e paralisa, organizar ou descartar aquilo que não me faz mais feliz.
Cheguei num ponto em que guardava tudo, sem seleção nem prioridade. Sem me valorizar, amava aos outros mais do que a mim. Deu né?! Então resolvi praticar o tal desapego, fazer a seleção, separar e reciclar.
Tenho pra mim, que não é tarefa fácil e indolor, pelo contrário, requer muito desprendimento e força de vontade. Pra isso, comecei a me perguntar.. isso ou aquilo me faz bem? To melhor com ou sem?
Há pessoas que já estão me estranhando, objetos que também estão se atirando das gavetas, fotografias ficando ruídas pelas traças, roupas que insisto em guardar como que esperando rejuvenescer e sapatos que me causam calos. Pra que guardar o que já não me serve mais? Apego? Medo? Perder?
Já perdi o que não era meu. Já desapeguei, só não me conformei. O medo é natural só tenho o medo do medo, o que não é normal.
Vou desapegar de mim, pra recomeçar do zero. Estou enfrentando o medo, porque cansei dele. Vou limpar gavetas e armários pra consumar o desapego. Vou me enfrentar no espelho e me dizer poucas e boas. Não vou mais aceitar entulhos e migalhas, vou me limpar de lembranças que causam dor e reivindicar o amor por mim mesma.
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sábado, 14 de abril de 2012

Tu viu a Lua?!


Eu tenho um caso de amor com ela, a lua
Já me fez apaixonar, pedir, namorar, chorar.. sorrir
Encantada e misteriosa, me faz sentir vontade de caminhar à sua luz
Ficar à noite, sentindo a luminosidade que dela vem
Tentando pisar lugares que dela provêm

Sou de lua e da lua, amo mais que o sol, que me perdoe..
Sei que dele vem sua luz, mas cá entre nós
Ela me toca, não queima e me faz delirar
Viajar, me faz lembrar meu beijo no teu sorriso
Beijo a lua e nua te fiz juras

Teu encanto me desgraça, me voa os pés
Enxergo de lá pra cá, como se lá estivesse
Me escrevo e me poeto, só pelo prazer de ti amar
Ficaria noites ti amando, quando cheia ou minguante
Tuas fases me controlam, me deliram, me enlouquecem

Sim.. sou de lua, sou da rua, sou sacana
Mas não saio, não abuso nem lambuzo
Percorro infinitas ruas na tua busca, dona Lua
Se permites te enxergar, vou à luta pra ti pegar
E quando vejo, foi tu que me pegou

Suavemente envolve tua luz, que me entrega
Cúmplice do meu acaso, amante do meu corpo
Teu brilho, me faz desejar minhas loucuras
Quando cheia, me seduz aos piores castigos
Aos melhores delírios, aos incautos desejos

Escraviza meu domínio, algema minha alma
Entrego meu corpo ao teu fascínio
Extingue meu bom senso, me enlouquece
Bane meus princípios e esquece meu inicio
E me entrego a ti e de ti... nunca deveria ter partido.
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