segunda-feira, 9 de novembro de 2009

PERDOA O AMOR

Já me apaixonei por tantas...
Pessoas que surgiram nesta tela
Descobri bobagens e virtudes
Minhas e delas, letra por letra
Foto a foto descobrindo quem sou

Fiz amores e amigos de infância
As bruxas parecem que adivinham
Do sul ao norte voei e voltei
Não mereço amores que fiz
Meu coração é ateu, não meu

Fundi meu monitor com um beijo teu
Machuquei tanta gente boa
Me sinto miserável por isso
Fumei palavras de amor e paixão
Visitei tantas camas que não voltei

Deixei minhas rosas morrerem no jardim
Nem delas cuidei, vi só as pétalas no chão
Perdoa se não vi as tuas caindo também
As minhas desabam a cada temporal
Ah.. meu coração, que alma possui

Vejo tantas almas que me enxergam melhor do que eu
Sofro com tantas, entendo outras
Me apaixono por olhares e palavras
Me transporto pela janela das almas que adiciono
“Nunca ninguém me amou assim”

Leviano coração arrebatado por outro vagabundo
A história se repete, estava tão mais perto de mim
Me assusta teu amor, o que eu fiz contigo
Perdoa nossa distância, mas nunca estive tão perto
Sei que o arrependimento vai me comer

As lágrimas se atiram dos meus olhos
E confirmam as dores destas palavras
Tu és o amor da alma que eu quero guardar
To tão triste ouvindo músicas criadas por ti
“Não dá pra disfarçar”, quando toco teu olhar


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sábado, 31 de outubro de 2009

ENTRANHAS

Pele com pele
Corpo a corpo
Beijo no beijo
Pernas grudadas
Segredos desvendados

Suando desejos e amores
Passeando minha língua na tua
Sentindo tua mão me transar
Escorre em mim teu prazer
Esconde em ti minhas entranhas

Esparramo meu corpo no teu
Deslizando ateu o suor que é meu
Entregando menina virando mulher
Mãos que tremem ao sentir o desejo
Bocas que gritam o silêncio de amar

Arrasto minha pele na tua
Colo meu rosto no teu
Beijo tua orelha tentando me ouvir
Amo esse corpo em busca do meu
Exploro teu segredo mais profundo

Quero ti amar assim meu dengo
Até o infinito do teu ser, mimando-te
Enquanto esse olhar me enxergar
E o brilho dos teus olhos me caçarem
Fico grudada no teu ser, até.... mais que viver
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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

OLHO A ALMA TUA

Ainda hoje te leio, com menos frequência confesso
Mas preciso te ler, lembro docemente de ti
Porque ainda sinto falta tua
Até então não sei, mas deixou um certo vazio
Não contenho expressões de afeto, me excedi

São raridades de alma tua que gosto de ler
Com admiração, respeito palavras só tuas
Contraponho sim, a minha com a tua
Diferentes na forma, mas vêem do coração
Alma não se discute, talvez em outra encarnação

Reverencio tua palavra, tão bela
Sou simples aprendiz em movimento
Busco aprender amizades com a alma
Espio a tua como quem quisesse resgatar
Aprendi muito contigo, até a te perder amiga

Talvez um dia nossas almas se cruzem
E nossos versos componham a mesma letra
Por enquanto guardo a poesia da amizade
Essa, não importa o gênero das palavras
Valeu a intenção de ter existido
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terça-feira, 6 de outubro de 2009

NORMALIDADE

Aparento uma normalidade bem normal, creio
Você ouviu? Normalllll....
Minha insanidade se confunde com isso
Seguro as mãos quando se revoltam
Mantenho-as no teclado e escrevo

Minha ira, disfarço em gargalhadas
Somos normais, dizem
Cada louco tem um pouco de sanidade
E o insano me atrai comodamente
Prefiro os tortos aos retilíneos

São mais sensíveis e transparentes
A normalidade causa tédio
Ditos normais são chatos e pedantes
Andam em fileiras e se vestem iguais
Apresentam o mesmo semblante

Já eu..a ovelha negra
Prefere ser colorida, feito arco-íris
Tão mais belo e dolorido
Insana numa normalidade aparente
Normal numa insanidade doente

Foda-se e seja feliz, assim é
Amo minha insanidade
É dela que crio e recrio minha vida
Senão, que marasmo seria
A vida passaria....normal
Só não bate a porta na minha cara tá !!!


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terça-feira, 15 de setembro de 2009

QUANTOS AMORES

Quantos amores encontro nesse desencontro de almas
Quantos passam e repassam minha vida, sem nada
Não me dôo, não me entrego assim tão fácil
Encontro o desencontro e não acho
Procuro e refaço o mesmo caminho

Beijei tantos amores, soltei tantos outros
Alguns sonhei, abdiquei de mim
Sai do chão, fui aos céus
E tombei no inferno
Sorte minha são as molas

De bar em bar procurei
Em cada olhar vaguei
De cama em cama me entreguei
Bebi todas e me deitei
E o dia em ressaca amanheceu

Enganei a vida tantas vezes
Guinei minha sorte outras tantas
Arrependi do que não fiz
E do que fiz sorri e refiz
Beijei quem bem quis

Percorri veredas estreitas
E no escuro me perdi
Embriaguei minha boca na tua
Abracei uma árvore na rua
E no asfalto.. me estatelei !!


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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

PERDAS E DANOS (um desabafo)

Caracas, só dizendo assim. Sabe quando se perde o chão, o norte, a referência? Pois então, eu não sabia o que era isso. Ela estava ali o tempo todo. Podia não ver, não ouvir mas tinha certeza daquela presença na minha vida. O tempo todo se preocupando comigo, não dormindo.
Que saco, pensava, tais cobranças: veste o casaco...vai esfriar; leva o guarda-chuva...vai chover; te alimenta....tá magrinha (e eu gorda); não bebe....tu diriges; dorme cedo...tu trabalhas. Resumindo: te cuida minha filha!!
Muito mais forte do que jamais imaginei ouvir este... ”minha filha”. Sinto falta.
Aconchego e proteção. Faz a gente saber de onde veio.
Cara, a gente se perde. Não imaginava que o vazio era tão vazio. Há aqueles que não sentem tanto, mas há aqueles que como eu perdem o rumo mesmo.
Meiga como uma rosa e austera como uma matriarca. Silenciosa, mas falava bem no olhar. Tinha suas razões na própria razão da vida.
Dá uma tristeza as vezes que nem sei explicar, uma saudade que dói na alma.
Das lembranças tiro o afago, da imagem uma onda de prazer por ser tua filha.
E que filha, daquelas que hoje sente culpa por não ter sido mais do que deveria ter sido. Mas, também daquelas que lembra como se fosse uma canção de ninar. Ah...teu abraço, teu beijo tímido.
To tão triste hoje. Choro pela tremenda falta que tu me faz, a falta de referência, dos teus olhos enxergando tua cria.
Quero teu colo, teu abraço, teu beijo, tua preocupação comigo e aquele telefonema pedindo minha presença.
Aquela que não te deu o suficiente. Tarde pra isso...
Ah mãe... se eu soubesse. Teria te dado mais o meu amor, mais presença, mais ouvidos, mais abraços e mais filha. Perdi minha ligação umbilical, meu norte, referência de mulher forte, de amor incondicional, enfim... ti perdi. 

Uma ursa panda, espécie em extinção, minha mãe. Falo mais outro dia, hoje só choraria. Considerem isto como um desabafo. A poesia era ela.
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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

O VOO DA FÊNIX

Garras arrancadas pela perfídia dos homens
Segredos imaculados em nome do amor
Arrancaram tua mais inocente sensualidade
Tua mente rasgada e queimada
Ave lendária que renasce das cinzas

Quase eternas, geram seus filhos
Mediante o fim da sua
Preservam sua própria ressurreição
A partir do seu corpo
Voltam como filha

Não despenca dos rochedos
Voa mais alto, vai longe
Tua dor te carrega
Te eterniza na alma daquilo que foi
Transmuta das cinzas que o céu é teu

Transcende teu horror
Retorna do nada e te perpetua
Teu instinto conhece o caminho
Faz teu fogo e sucumbe
E das cinzas, levanta e voa

Te alimenta de incenso
Carrega elefantes nas costas
Tua cor confunde o sol
Queima e reluz pra vida
Seja feliz...Eternamente..
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