domingo, 13 de novembro de 2011

Café da Tarde


Arrumei a casa bem bonita
Pus enfeites com fitas
Amarela, azul, vermelha e verde
Formei um arco íris pra ti esperar
Gotejei água no sol
Pra ele criar

Pus à mesa um bom café com açúcar
Pra adoçar teu perfume
Pães e rosquinhas pra saciar
Manteiga e chimia pra contrastar
E um pão quentinho a ti esperar

Toalha de renda bordada à mão
Xícaras de porcelana que eram de minha mãe
Com um pequeno fio dourado na borda
Formando delicados desenhos
Preparados pelo coração

Espalhei as flores pela casa
Margaridas e flores do campo
Alegrias que sentia, olhos que brilhavam
Coração palpitava orações e segredos
E enquanto a tarde caia

As flores murchavam
E você não vinha
Separei os doces
Juntei os pães
Retirei a toalha
Guardei as xicaras
O café esfriou
O leite coalhou
Coração disparou
Caiu a noite
Caiu..
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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Insônias


Insônia insana
Deixe-me dormir
Depois quero acordar
E amar a pessoa certa
Exata e incerta

Já fiz enxerto no coração
E com a razão desfiz
Refiz e refis de paixão
Perfis iludidos
Insones perdidos

Elos partidos
Corações oprimidos
Noites infindas
Manhãs sem razões
Noções e poções

Sou poeta
Não sou atleta
Quero dormir
Quero acordar
Quero amar..

A pessoa certa..
Tatuada no meu destino
Encravada, esparramada
Desatinada e obstinada
Por meus sonhos de ti amar.
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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Às Bruxas

Ah... as bruxas,
toda mulher é uma.
Enfeitiça
Atiça
Espreguiça na tua cara
amores e desejos
até os pavores.

Dona de sorrisos
algema tua alma
te faz delirar
amar
sonhar,
o querer
o desejar.

Ah.. bruxas
desvendas
meus medos
meus temores
e amores.

São de lua
da rua
são nuas.

Me dê poções
me dê porções
nas devidas proporções
pra que eu possa
ti amar.
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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Aluga-se uma Gaveta


Espaçosa, arejada, boa orientação solar e profunda.  
Única dona, quitada e impostos em dia. Foi desocupada recentemente, por absoluta falta de pagamento. A inquilina anterior deixou de cumprir prazos contratuais, fato que levou a proprietária a despejá-la.
A gaveta, localizada no andar térreo, possui um dormitório grande e mobiliado, cozinha e sala de jantar conjugadas, churrasqueira na área de serviço, armários sob medida e toda parafernália necessária a uma boa cozinheira, item esse, absolutamente necessário para locação. A comida será feita em parceria.
Pátio gramado quase ensolarado, canil para duas cachorrinhas de nomes Alice e Olívia. É imprescindível amá-las. Não esquecendo do rei do pedaço, o Tobias, melhor amigo e companheiro da proprietária. Foi seu único amor a primeira vista e é eterno.
A gaveta em questão, ainda possui sala, banheiro e um pequeno escritório.  
Ah.. não esquecendo do jardinzinho ensolarado na parte da frente da casa, tá bem lindinha as florzinhas que ela plantou.
Pré-requisitos básicos, alerta a proprietária: que seja uma pessoa do bem, carinhosa e meiga, firme com doçura, trabalhadora e honesta, que sua alma seja iluminada e se não for poeta de nascença, que pelo menos que entenda meus versos. Que o diálogo seja um exercício diário, onde até o cotidiano seja conversado, que quando chegue à gaveta, após um dia exaustivo, tenha tempo de fitar meus olhos com doçura, respeito e admiração. Que quando for deitar, lembre-se de me fazer um carinho e pronunciar um carinhoso boa noite, preferencialmente no ouvido enquanto me abraça em conchinha. No bom dia, a cheirada no cangote como se isso fosse um estimulo para que a vida continue bela, um agradecimento a Deus por coexistirmos. De antemão alerto que, o orgulho e a falta de humildade são fatores que eliminam a candidata automaticamente.
Quanto ao contrato, que seja revogável a cada dia. Que não haja entrelinhas sujeitas as más interpretações, nem escondam em seu teor subterfúgios que possam mascarar falsas qualidades.
Também é necessário que essa pessoa não saiba iludir, mentir ou mesmo disfarçar sentimentos. Honesta com as suas e com as minhas emoções, que não me queira por opção e sim como uma escolha.
O tamanho da bagagem quase não importa, desde que não traga seus fantasmas ou alguém para dividir a gaveta.
O contrato é fundamentalmente exclusivo e confere ao inquilino o direito de permanência eterna (sim, por todas as nossas vidas).
* Este anúncio está sujeito a adendos que serão previamente publicados aqui, em forma de PS’s.
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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Vou Fingir Que Não Te Vi!


Vou fingir que não te vi
Muito menos que te ouvi
Não quero escorregar teu corpo
Percorrer tua boca
Como louca

Ti raptar, nem pensar
Ti amar.. insano seria
Posso no silêncio imaginar
O que perdi em te ganhar
Quero somente ti sonhar

O tempo sabe tudo
Quando encontro
Quando não
Teu olhar não me pertence
Minha mão não te agarrou

Encontros são marcados
Desencontros também são
Minha mão tocou na tua
Minha boca te fugiu
Só passamos de raspão

Pior que te reconhecer
É não te encontrar
Na janela do meu quarto
Quando a insônia me trai
E distrai minha dor

Vou ligar pra você
Ti desligar em mim
Ser você meu refugo
Minha saída
Sonho que não devo sonhar

É quando a brisa me carrega
Pro olho do furacão
E me faz passar reto na esquina
Onde marquei um encontro
E não fui
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sábado, 15 de outubro de 2011

Tempo de te Encontrar


 Hoje to a fim de te encontrar
Falando sério, amor
Deixe as coisas por fazer
E vem me confortar

O tempo não espera..

Já desci escadas
Visitei alçapões
Virei esquinas
Tombei no chão

Pois, o tempo se esvai..

Já chutei latas
Engoli ressacas
Cai em buracos
Chorei lágrimas secas

E, o tempo escorrega..

Tenho pressa sim
Tenho fome
Sede de amar
Olhos pra te encontrar

Porque o tempo não para

A água corre o rio
A lua enche e esvazia
O sol me esquenta
Cruza meu caminho

E, o tempo vai passando

Meus dias não voltam
O meu passado se esconde
O presente eu espero
No futuro te encontrar

E no tempo...

Meus olhos te espreitam
Minha boca quer teu beijo
Meu corpo te espera
Minha alma já é tua

É tempo de te encontrar!

PS: Esta poesia é dedicada ao amor verdadeiro, que ainda estou a procurar!
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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Exorcizando os Bútias (fazendo licor)


Confesso, ainda tenho saudade de ti.
Confesso também, sou burra pra cacete
Acreditei de novo em ti
Pela décima vez (?) outra vez
Vai passar, desta vez

Já chorei, esperneie e conformei
Não da tua perda, mas da minha burrice
Mania de acreditar e se ferrar
Bem feito o feito
Lembram os butiás?

Juntei, catei, juntei e me fucei
Haja bolso, toma chá de boldo
Engole melhor, não dá azia
Teu silêncio fez barulho
Que não vai fazer voltar

Teus olhos mentiram, acreditei
Tua boca roubou meu sorriso
Safei de ti e em ti não creio mais
Me estatelei de novo e que bobo
O que o destino me fez

Que criança tu foi
Esperta e covarde
Não tenho idade
Tenho coragem
E tu? Tens o que mesmo?? ...

PS1: Os bútias já renderam outros posts, veja lá..





http://www.gavetasdalidia.com/2011/01/eu-te-dei-uma-gaveta.html

PS2: Assunto encerrado!!
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